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Inteligência artificial ajuda a criar 2 milhões de novos milionários
Por Redação - Em 07/06/2026 às 12:28 AM

O avanço foi impulsionado principalmente pela valorização dos mercados acionários, beneficiados pelo entusiasmo dos investidores com a inteligência artificial FOTO: Magnific
A riqueza detida pelos milionários do mundo alcançou um novo recorde em 2025. Segundo o World Wealth Report, da consultoria francesa Capgemini, os indivíduos com pelo menos US$ 1 milhão em ativos investíveis passaram a concentrar US$ 98,3 trilhões, valor 8,6% superior ao registrado no ano anterior e próximo do Produto Interno Bruto (PIB) global, estimado em US$ 111 trilhões pelo Banco Mundial.
O avanço foi impulsionado principalmente pela valorização dos mercados acionários, beneficiados pelo entusiasmo dos investidores com a inteligência artificial. O movimento resultou na criação de quase 2 milhões de novos milionários em todo o mundo, elevando a população global desse grupo para o recorde de 25,3 milhões de pessoas.
O crescimento, no entanto, foi ainda mais intenso entre os ultrarricos. O número de indivíduos com patrimônio superior a US$ 30 milhões alcançou 250 mil pessoas, também um recorde histórico. Esse segmento registrou a expansão mais acelerada entre todas as faixas de riqueza analisadas pelo estudo.
Os Estados Unidos lideraram a geração de riqueza no período. O país criou 736 mil novos milionários em 2025, elevando o total para 8,7 milhões. A riqueza dos indivíduos de alta renda no mercado americano avançou 10% em relação ao ano anterior.
Na Ásia-Pacífico, o crescimento foi ainda mais acelerado. A riqueza da região aumentou 10,5%, impulsionada principalmente pela demanda por semicondutores e pelo desempenho dos mercados acionários. Japão e China lideraram o movimento, com a criação de 436 mil e 154 mil milionários, respectivamente.
A Europa também registrou recuperação. A população de indivíduos de alta renda cresceu 6,5% após um período de retração, beneficiada pelo alívio da inflação e pela estabilização dos mercados financeiros. Luxemburgo destacou-se com expansão de 13,5% no número de pessoas ricas.
Na África, a valorização dos metais preciosos impulsionou a geração de riqueza. O Marrocos apresentou um dos melhores desempenhos globais, com crescimento de 16,8% na população de indivíduos de alta renda. Em contraste, a América Latina registrou expansão apenas marginal no número de milionários e bilionários, enquanto o Oriente Médio sofreu retração de 1,4%, pressionado pela queda dos preços do petróleo e por conflitos regionais.
O relatório também aponta mudanças no perfil dos investimentos. Em janeiro de 2026, as ações representavam cerca de 25% dos portfólios dos indivíduos de alta renda, participação superior à observada um ano antes. Já os investimentos alternativos, como criptomoedas, commodities, hedge funds e private equity, perderam espaço relativo diante do melhor desempenho das bolsas.
Mesmo assim, o interesse por ativos alternativos segue elevado. Segundo a pesquisa, dois em cada três investidores de alta renda pretendem ampliar sua exposição a private equity nos próximos meses.
Outro dado relevante mostra uma transformação na gestão do patrimônio global. Entre 2022 e 2025, cerca de US$ 1,5 trilhão em ativos deixou de ser administrado por instituições financeiras tradicionais e migrou para estruturas como family offices e plataformas de investimento digitais.
O estudo também destaca o avanço da concentração de riqueza. Nos Estados Unidos, o 1% mais rico das famílias passou a deter quase 32% de toda a riqueza do país no quarto trimestre de 2025, a maior participação já registrada desde o início da série histórica do Federal Reserve, em 1989.
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