EQUILÍBRIO DA CARTEIRA

Juros e inflação em alta favorecem os investimentos em renda fixa em 2022

Por Marcelo - Em 13 de janeiro de 2022

Diante das projeções de baixo crescimento do PIB, combinado com juros e inflação em alta no decorrer deste ano, para o investidor, o aumento da aplicação em renda fixa deverá contribuir para reduzir a volatilidade da carteira, ainda mais considerando que ano eleitoral já é tradicionalmente mais volátil.

De acordo com Henrique Zimmermann, sócio da VLGI Investimentos, a volatilidade do mercado que deve ocorrer este ano, serve de alerta. “Para o investidor, é importante ter uma parcela razoável em renda fixa em ano de incertezas e de eleições, um ano que deve ter muitas oscilações. Então, ter uma parcela em renda fixa deve trazer bons retornos”, afirmou.

Bolsa brasileira sofre mais impactos da volatilidade do mercado                      Foto: Divulgação

O primeiro Boletim Focus deste ano estima um crescimento do PIB de 0,36%, com Selic a 11,5% e inflação (IPCA) de 5,03% para o final do ano. “As expectativas do mercado são pessimistas, após um ano bastante desafiador como foi 2021. Com esse patamar ainda elevado da inflação, o Copom deverá manter a trajetória de alta da taxa de juros, com isso os investimentos em renda fixa poderão dar ganhos de 1% ao mês, com baixo risco”, destacou o especialista. Segundo o documento elaborado pelo BC com base nas expectativas de mercado, o dólar deve fechar o ano a R$ 5,60, abaixo do patamar atual, mas ainda em um nível elevado.

A alocação de recursos na renda fixa pode ser ideal àqueles investidores que não têm muito apetite ao risco, mas que, em 2021, quando as taxas estavam no mais baixo patamar histórico, acabaram tendo de se expor a maiores volatilidades em busca de retorno. “Agora, esse investidor tem a possibilidade de buscar retornos elevados com baixo risco, compondo um portfólio mais equilibrado. Assim, ele poderá sentir sua carteira chacoalhar menos, mesmo em um ano eleitoral”, lembrou.

Entre algumas opções disponíveis para compor a carteira dos investidores, o economista destaca, por exemplo, os títulos atrelados à inflação, como os que remuneram o IPCA, mais 5% ou 6%, a depender do prazo de vencimento do título. “Mas vale sempre lembrar que essas previsões de início de ano tendem a descolar um pouco, porque é difícil fazer previsões macroeconômicas em um país complexo como o Brasil. Mas essas projeções servem como um norte para tomarmos essas decisões de curto prazo”, disse Henrique Zimmermann.

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