Desempenho bancário

Lucro do Bradesco salta 16,1% e atinge R$ 6,8 bilhões no 1º trimestre

Por Redação - Em 07/05/2026 às 12:01 AM

Bradesco

Na operação de crédito, a carteira expandida encerrou março em R$ 1,09 trilhão, crescimento de 8,4% em um ano

O Bradesco abriu 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões entre janeiro e março, resultado 16,1% superior ao registrado em relação a igual período de 2025 e 4,5% acima do quarto trimestre. O desempenho veio praticamente em linha com as projeções do mercado, que estimavam R$ 6,685 bilhões.
A rentabilidade também avançou. O retorno sobre o patrimônio líquido médio subiu para 15,8% em março, ante 14,4% um ano antes, refletindo ganho operacional e melhora na geração de receita.

A margem financeira bruta alcançou R$ 20 bilhões no trimestre, alta anual de 16,4%, enquanto a margem com clientes somou R$ 19,5 bilhões, avanço de 16,3%. Já a margem com mercado atingiu R$ 553 milhões, crescimento de 19,7%. Com isso, a margem financeira líquida totalizou R$ 10,3 bilhões, expansão de 8,3% em 12 meses.

Na operação de crédito, a carteira expandida encerrou março em R$ 1,09 trilhão, crescimento de 8,4% em um ano. O segmento de pessoa física chegou a R$ 474 bilhões, alta de 9,5%, impulsionado por consignado (R$ 107 bilhões, +8,3%), cartões (R$ 82,8 bilhões, +10,6%) e crédito pessoal (R$ 71 bilhões, +4,1%). A carteira de pessoa jurídica somou R$ 615,9 bilhões, avanço anual de 7,6%.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, leve alta de 0,1 ponto porcentual em relação a igual período do ano anterior. Entre pessoas físicas, o índice foi de 5,4%, enquanto grandes empresas registraram apenas 0,2%. O banco também elevou a fatia de crédito com garantia para 60,8% da carteira, contra 57% um ano antes, reforçando postura mais conservadora.

O trimestre reforça a estratégia de produtividade e expansão seletiva do Bradesco, com crescimento simultâneo de lucro, receitas financeiras e crédito, mesmo em um ambiente macroeconômico mais pressionado. A combinação entre avanço operacional e controle de risco sustentou o início de ano mais robusto para o banco.

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