Consumo

Mais de 60% dos brasileiros que planejam compras para a Copa estão inadimplentes

Por REDAÇÃO - Em 19/05/2026 às 10:09 AM

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Copa de 2026 deve impulsionar consumo no varejo, apesar do alto índice de inadimplência entre consumidores — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A poucas semanas da Copa do Mundo de 2026, o clima de consumo já movimenta o varejo brasileiro. Mas um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil acendeu um sinal de alerta: 61% dos consumidores que pretendem gastar durante o Mundial estão com dívidas em atraso.

Segundo o estudo, cerca de 99,2 milhões de brasileiros devem comprar produtos ou contratar serviços relacionados ao evento esportivo, reforçando o peso da competição para a economia nacional. A pesquisa aponta que 60% dos consumidores planejam gastar durante a Copa, cenário que levou o setor varejista a comparar o período a “um segundo Natal”.

O gasto médio estimado é de R$ 619 por consumidor, valor que sobe para R$ 784 entre pessoas das classes A e B. A preferência segue concentrada nas lojas físicas, especialmente supermercados e comércios de bairro, embora 67% também pretendam realizar compras pela internet.

Entre os consumidores endividados que pretendem consumir na Copa, 70% estão negativados. Os itens mais procurados são camisas oficiais, produtos temáticos, bandeiras e acessórios ligados à seleção brasileira.

A movimentação também deve beneficiar setores como bares, restaurantes e delivery, impulsionados pelo hábito dos brasileiros de acompanhar os jogos em grupo. Segundo o levantamento, 97% dos entrevistados pretendem assistir às partidas acompanhados, principalmente ao lado de familiares e amigos.

Outro dado que chamou atenção foi o avanço das apostas esportivas durante o período da Copa. A pesquisa mostra que 41% dos consumidores pretendem realizar apostas em plataformas digitais, sobretudo homens e consumidores das classes A e B.

Entre os endividados, 74% enxergam as bets como uma possibilidade de quitar dívidas pendentes. Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, o comportamento preocupa. “Observamos uma tendência preocupante de que a aposta deixe de ser um mero entretenimento para ser encarada por uma parcela significativa da população como uma estratégia de sobrevivência”, afirmou.

Apesar do alerta sobre o endividamento, entidades do comércio avaliam que a Copa deverá gerar forte impacto econômico em diversos segmentos, especialmente alimentação, bebidas, vestuário e entretenimento.

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