COMÉRCIO GLOBAL

Mercosul mira acordo com Canadá enquanto Brasil amplia agenda de energia e minerais críticos

Por Redação - Em 17/08/2026 às 1:58 PM

Lítio, Mineração, Minerais Críticos Foto Gil Leonardi Agência Minas

Os minerais críticos, por exemplo, são utilizados em setores como fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos de energia renovável e tecnologias avançadas FOTO: Agência Minas

O Canadá desponta como candidato a protagonizar o próximo avanço da agenda comercial do Mercosul. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (17) que o bloco trabalha para ampliar sua rede de acordos e que as negociações com o país norte-americano podem resultar na próxima parceria comercial a ser concluída.

“Estamos trabalhando com o Canadá. Acho que o próximo a fazer acordo com o Mercosul pode ser o Canadá. Comércio exterior é fundamental”, afirmou Alckmin durante a conferência anual do Santander.

A declaração ocorre em um momento de busca por maior diversificação dos mercados acessados pelas empresas dos países integrantes do bloco. Alckmin destacou os acordos comerciais negociados pelo Mercosul nos últimos anos e colocou a abertura de novos destinos entre as prioridades para ampliar a inserção internacional da economia brasileira.

Além da agenda comercial, o vice-presidente apontou a transição energética como uma das principais oportunidades de posicionamento internacional do Brasil. A avaliação é que a disponibilidade de fontes renováveis e de minerais críticos pode ampliar a participação brasileira em cadeias produtivas que ganham relevância com a descarbonização da economia mundial.

Os minerais críticos, por exemplo, são utilizados em setores como fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos de energia renovável e tecnologias avançadas. O crescimento da demanda global por esses recursos adiciona uma dimensão estratégica à política de atração de investimentos e de comércio exterior do País.

Para Alckmin, o potencial brasileiro também ganha importância diante das restrições energéticas provocadas por conflitos geopolíticos. Nesse cenário, ele destacou a exploração de petróleo na Margem Equatorial como uma oportunidade para ampliar a produção nacional.

Autossuficiência

Embora o Brasil já figure como exportador de petróleo, parte dos derivados consumidos internamente ainda depende de importações. Alckmin afirmou que esse quadro poderá mudar nos próximos anos.

Segundo o vice-presidente, o País tem condições de alcançar, dentro de cinco ou seis anos, a autossuficiência em derivados como diesel e gasolina.

A projeção associa a expansão da produção de petróleo ao aumento da capacidade de atendimento da demanda doméstica. Ao mesmo tempo, o governo procura posicionar o Brasil em duas frentes da reorganização energética mundial: como produtor de combustíveis fósseis e como fornecedor de energia limpa e insumos necessários às tecnologias de baixo carbono.

Nesse contexto, uma eventual conclusão das negociações entre Mercosul e Canadá adicionaria mais uma frente à estratégia de diversificação comercial. A perspectiva apresentada por Alckmin combina abertura de mercados, segurança energética e exploração das vantagens brasileiras em recursos naturais como instrumentos para ampliar a presença do País na economia global.

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