MINISTÉRIO AUTORIZA

Mob Telecom deve emitir R$ 210 milhões em debêntures para ampliar sua rede

Por Marcelo - Em 28 de dezembro de 2020

A cearense Mob Telecom deverá captar cerca de R$ 210 milhões em debêntures incentivadas, aproveitando a autorização do Ministério das Comunicações, visando à emissão de até R$ 4,2 bilhões para melhorar a infraestrutura de telecomunicações em todo o território nacional.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (28) pelo ministério, esta medida vai reduzir as taxas sobre o imposto de renda – tanto de pessoas jurídicas quanto físicas – proporcionando captações deste volume grandioso de recursos, visando à expansão das rede de telefonia móvel e internet banda larga no Brasil.

Mob Telecom deve ampliar sua rede em oito estados nordestinos                   Foto: Divulgação

A Mob tem duas propostas aprovadas, sendo que a primeira deverá proporcionar a captação de R$ 170 milhões em debêntures para financiar a ampliação das redes de telecomunicações e suporte à banda larga nos estados do Amapá, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Já a segunda, prevê outros R$ 40 milhões para financiar a ampliação das redes e suporte à banda larga no Ceará. Os dois projetos usarão a tecnologia GPON (sigla em inglês para Rede Óptica Passiva Gigabit). De acordo com o ministério, trata-se de uma rede óptica com alta capacidade de alcance, menor custo de material, menos gasto com manutenção e que consome menores volumes de energia elétrica.

Outra empresa do setor de telecom, que deverá ser beneficiada com a autorização da emissão de debêntures incentivadas será a Claro, que deverá emitir cerca de R$ 4 bilhões nesse mesmo tipo de operação, para implementar infraestrutura de rede de transporte de dados, expandir sua rede móvel e financiar soluções GPON para suporte nos segmentos residencial, pessoal e corporativo.

A diferença entre as debêntures incentivadas e as comuns está na redução ou isenção no IR. Assim, o investimento é vantajoso para o investidor, que paga menos imposto, e para o poder público, pois é uma maneira de incentivar o investimento privado em infraestrutura. (Com informações da Agência Brasil)

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