CRÉDITO E CONSUMO
Novo Desenrola amplia renegociação, reduz juros e pode destravar consumo
Por Redação - Em 04/05/2026 às 1:52 PM

O programa terá duração inicial de 90 dias, prevê descontos entre 30% e 90% sobre dívidas elegíveis e estabelece juros máximos de até 1,99% ao mês para contratos renegociados FOTO: Agência Brasil
O governo federal lançou uma nova fase do Desenrola Brasil com alcance ampliado para famílias, estudantes do Fies, micro e pequenas empresas e produtores rurais, numa tentativa de transformar alívio financeiro em estímulo econômico mais amplo. O programa terá duração inicial de 90 dias, prevê descontos entre 30% e 90% sobre dívidas elegíveis e estabelece juros máximos de até 1,99% ao mês para contratos renegociados.
Na prática, a medida busca substituir passivos caros — como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em atraso — por condições mais acessíveis, reduzindo o peso financeiro sobre milhões de brasileiros e abrindo espaço para retomada de consumo. Para o setor produtivo, o efeito esperado vai além da limpeza de nome: empresários, especialmente de pequenos negócios, podem se beneficiar de maior circulação de renda, recuperação de clientes antes inadimplentes e potencial melhora na demanda doméstica.
Ao incluir micro e pequenas empresas entre os públicos prioritários, o programa também ganha viés pró-negócios, ao oferecer uma ponte para reorganização financeira de empreendedores pressionados por crédito caro. Isso pode aliviar fluxo de caixa, reduzir mortalidade empresarial e fortalecer setores dependentes de consumo interno, como varejo, serviços e comércio regional.
Economistas costumam observar que programas de renegociação têm impacto duplo quando bem executados: reduzem inadimplência sistêmica e reativam parte da economia ao recolocar consumidores e empresas no circuito formal de crédito. Em um ambiente de juros ainda elevados no país, o teto de 1,99% ao mês funciona como instrumento de redução do custo financeiro, embora especialistas devam monitorar o risco de nova alavancagem sem educação financeira proporcional.
Para empresários, o novo desenho pode representar um impulso indireto relevante: mais consumidores aptos a comprar, menos pressão de calotes e possibilidade de recomposição gradual do mercado interno. Se houver adesão robusta, o programa pode atuar como vetor anticíclico, aquecendo vendas, fortalecendo arrecadação e criando um ambiente mais favorável para pequenos negócios em 2026.
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