Indústria e agro
Petrobras investe R$ 100 milhões na Bahia e mira 35% do mercado nacional de fertilizantes até 2028
Por Redação - Em 14/05/2026 às 9:09 AM

A unidade baiana, localizada em Camaçari, volta ao mapa industrial com capacidade para produzir 1.300 toneladas de ureia por dia
A Petrobras iniciou uma nova ofensiva no agronegócio brasileiro ao reativar sua fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia com investimento de R$ 100 milhões, em uma estratégia que busca reduzir a dependência externa do país e ampliar a presença da estatal em um setor que movimenta milhões de toneladas por ano. A meta é ambiciosa: com quatro unidades em operação até meados de 2028, a companhia quer suprir 35% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados.
A unidade baiana, localizada em Camaçari, volta ao mapa industrial com capacidade para produzir 1.300 toneladas de ureia por dia, volume suficiente para atender sozinho cerca de 5% do consumo nacional desse tipo de fertilizante. O movimento ganha relevância diante de um mercado em que o Brasil chegou a importar 100% da ureia utilizada internamente antes da retomada das operações da Petrobras no segmento.
O consumo brasileiro de ureia gira em torno de 8 milhões de toneladas anuais, impulsionado principalmente por culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além do uso na pecuária. Ao ampliar a produção doméstica, a estatal busca ocupar espaço estratégico em uma cadeia altamente dependente de fornecedores internacionais e vulnerável a oscilações cambiais e crises geopolíticas.
Além da planta baiana, o plano envolve a reativação das unidades de Sergipe e Paraná, além da conclusão da UFN3, em Três Lagoas (MS). Com esse pacote industrial, a Petrobras tenta reconstruir sua presença em um mercado diretamente ligado ao agronegócio — setor que responde por parcela relevante do PIB brasileiro e da balança comercial.
A retomada também gera impacto regional. Só a operação na Bahia deve criar cerca de 3.600 empregos diretos e indiretos, reforçando a estratégia de combinar expansão industrial com geração de renda. Paralelamente, a Petrobras prevê US$ 3,5 bilhões em investimentos em exploração e produção no estado nos próximos cinco anos, ampliando sua presença econômica na região.
Ao reposicionar fertilizantes como eixo estratégico, a Petrobras sinaliza uma mudança de escala: de importador dependente para potencial fornecedor relevante de um insumo central para a produtividade agrícola brasileira.
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