Economia internacional
PIB dos EUA cresce 0,5% no 4º trimestre e desacelera com queda nos investimentos
Por Redação - Em 10/04/2026 às 4:13 PM

A desaceleração é significativa quando comparada ao desempenho do terceiro trimestre, quando a economia americana havia avançado a um ritmo anualizado de 4,4%
A economia dos Estados Unidos perdeu fôlego no fim de 2025, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo a uma taxa anualizada de apenas 0,5% no quarto trimestre, resultado inferior às estimativas anteriores e que reforça sinais de desaceleração da atividade.
O dado revisado foi divulgado pelo Departamento de Comércio e ficou abaixo da projeção anterior de 0,7%, além de distante da estimativa preliminar de 1,4%. A revisão reflete, sobretudo, uma redução mais intensa do que o esperado nos investimentos empresariais, com destaque para estoques e gastos em propriedade intelectual.
A desaceleração é significativa quando comparada ao desempenho do terceiro trimestre, quando a economia americana havia avançado a um ritmo anualizado de 4,4%. O recuo evidencia uma mudança de ciclo, com menor dinamismo da atividade produtiva e ajustes no comportamento das empresas.
Apesar da perda de tração, o consumo das famílias, principal motor da economia dos EUA, manteve crescimento, ainda que em ritmo mais moderado. No quarto trimestre, o avanço foi revisado para 1,9%, indicando que a demanda doméstica continua sustentando parte da atividade, mesmo diante de condições financeiras mais restritivas.
Outro indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve, as vendas finais para compradores privados domésticos, registrou alta de 1,8% no período. A métrica, que exclui governo, comércio exterior e variação de estoques, é considerada um termômetro mais preciso da demanda interna.
O desempenho do fim de 2025 também foi impactado por fatores pontuais, como a paralisação parcial do governo federal norte-americano, que reduziu a contribuição do setor público para o crescimento no período.
Por outro lado, os lucros corporativos apresentaram forte expansão, sinalizando que, mesmo com a desaceleração da atividade, as empresas conseguiram preservar margens em um ambiente de custos elevados e juros ainda altos.
Para analistas, o conjunto de dados indica uma economia em transição: ainda resiliente no consumo, mas com sinais claros de arrefecimento no investimento e na produção. O cenário reforça a cautela sobre os próximos movimentos de política monetária e alimenta expectativas de crescimento mais moderado ao longo de 2026. (Agência Brasil)
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