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Stone lucra R$ 549,1 milhões no 1º trimestre

Por Redação - Em 15/05/2026 às 10:11 AM

Stone

Nos indicadores operacionais, a base de clientes ativos cresceu 13%, chegando a 4,7 milhões

A StoneCo, controladora das marcas Stone e Ton, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 549,1 milhões, crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da alta anual, o resultado mostrou desaceleração frente ao quarto trimestre, com recuo de 22,3%, refletindo um início de ano mais desafiador para a companhia.

A receita total somou R$ 3,578 bilhões entre janeiro e março, avanço de 6,5% na comparação anual, sustentada pela expansão dos serviços financeiros e pela continuidade da monetização da base de clientes. O lucro bruto ficou em R$ 1,487 bilhão, praticamente estável, com leve queda de 0,2% em 12 meses, sinalizando pressão sobre margens apesar do crescimento operacional.

O lucro por ação ajustado (EPS) alcançou R$ 2,19, alta de 15,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025, beneficiado também por recompras de ações e disciplina de capital. Já o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) consolidado subiu para 18,6%, avanço de 0,4 ponto porcentual em base anual, embora tenha recuado 6,1 pontos frente ao trimestre imediatamente anterior.

Nos indicadores operacionais, a base de clientes ativos cresceu 13%, chegando a 4,7 milhões. O volume total de pagamentos (TPV) alcançou R$ 137 bilhões, com alta de 3%, enquanto o Pix manteve forte expansão, avançando 37%. Em banking, os depósitos somaram R$ 10,1 bilhões, aumento de 22% em um ano, reforçando a estratégia de ampliar relacionamento financeiro com empreendedores.

A carteira de crédito chegou a R$ 3,2 bilhões, expansão trimestral de 14%, mas veio acompanhada de maior pressão sobre risco. As provisões cresceram 52% frente ao trimestre anterior, para R$ 166 milhões, com inadimplência entre 15 e 90 dias em 5%, movimento que mantém o mercado atento à qualidade dos ativos da operação.

A Stone também destacou sua forte geração de capital ao distribuir R$ 3,6 bilhões aos acionistas até abril por meio de dividendos extraordinários e recompra de ações, após o desinvestimento em software. Para 2026, a companhia mantém foco em retenção de clientes, eficiência operacional e expansão do crédito com maior controle de risco.

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