FIEC 70 anos

Autor do livro da FIEC, Francílio Dourado conta como foi viajar pelos 70 anos de história da Federação

Por Gabriela - Em 16 de setembro de 2021

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Francílio Dourado

Em 2020, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) completou sete décadas de história, celebrando a força do trabalho e o reconhecendo industriais que fazem a diferença no Estado. Devido à impossibilidade de comemorar o marco com a devida importância que ele merece, a instituição adiou a celebração para este ano e realizou, no mês de agosto e no início de setembro, três cerimônias para a entrega da Medalha do Mérito Industrial, junto com o lançamento do livro comemorativo pelos seus 70 anos.

Autor da publicação, o mestre em administração de empresas Francílio Dourado nos concedeu uma breve entrevista sobre como foi fazer esta viagem de resgate à história da FIEC, fruto de um trabalho de mais de um ano de pesquisa.

Repórter Gabriela Santiago: Qual a principal síntese dessa publicação e a importância dela para a sociedade?

Francílio Dourado: A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), desde os seus primeiros momentos, no início dos anos 1950, até os dias atuais, tem sido protagonista do desenvolvimento cearense, com participação direta no processo de transformação vivenciado tanto pela indústria quanto pelo próprio estado. Ao longo dos últimos setenta anos, todo o nosso parque fabril experimentou uma intensa, e necessária, atualização, o que fortaleceu a sua competitividade e agregou valor aos produtos made in Ceará, qualificando-os para disputar mercado no contexto nacional e global. E era preciso contar essa história.

Ainda em 2020, atendendo às orientações do presidente Ricardo Cavalcante, desenvolvemos um projeto editorial que, nas palavras dele, “considerasse a trajetória da FIEC sob a ótica da atuação dos seus líderes, empreendedores que ousaram investir a sua inteligência e labor na construção do futuro da indústria, de modo a possibilitar a compreensão de que o associativismo continua sendo o melhor caminho para a resolução dos problemas não apenas dessa classe empresarial, mas de toda a sociedade”.

Quanto à importância da obra, repito aqui o que disse o próprio presidente na apresentação do livro: “O propósito desta publicação é registrar para a posteridade a narrativa dos antecedentes sobre os quais haverá de se assentar o que está por vir para a indústria cearense. Sua leitura permitirá entender as razões pelas quais, em nenhum momento de sua história, a FIEC se desviou da missão original de ‘fortalecer a indústria e incentivar o desenvolvimento socioeconômico do Ceará’”.

GS: Como foi fazer essa viagem pela história da FIEC e seus 70 anos?

FD: Dos tantos livros que já escrevi, este certamente foi um dos mais desafiadores. Contar a história de uma instituição como a FIEC tendo como pano de fundo a história de seus presidentes, ao mesmo tempo que exigiu de toda a minha equipe uma acurada pesquisa, me permitiu conhecer e revelar nuances das personalidades e das exitosas trajetórias de onze personagens marcantes da economia cearense: Waldir Diogo de Siqueira, Thomás Pompeu de Souza Brasil Netto, José Raimundo Gondim, Francisco José de Andrade Silveira, José Flávio Leite Costa Lima, Luiz Esteves Neto, Fernando Cirino Gurgel, Jorge Parente Frota Júnior, Roberto Proença de Macêdo, Beto Studart e Ricardo Cavalcante.

Poder conhecer, registrar e compartilhar essas histórias, é um privilégio por demais valioso. Sou grato à FIEC pela oportunidade desse aprendizado, que certamente levarei comigo.

GS: Qual a mensagem que você tira depois de concluir esta obra?

FD: Escrever é um verbo que se conjuga no gerúndio, escrevendo. E este, para mim, é um ofício por demais prazeroso. A obra FIEC 70 ANOS é o meu 15º livro, e o teci com a mesma sede com que teço cada desafio que me cai às mãos. Há décadas partilho a arte da escrita com a ciência da consultoria empresarial, que se faz fonte de experiências e conhecimentos para as minhas tessituras.

Se há uma mensagem por deixar, faço minhas as palavras de Charles W. Elliot: “Livros são os mais silenciosos e constantes amigos, os mais acessíveis e sábios conselheiros, e os mais pacientes professores”. Eu tenho um verdadeiro caso de amor com os livros!

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