topo do pódio

Brasil vive dia histórico na ginástica rítmica, conquista dois ouros e supera campeãs olímpicas

Por Marlyana Lima - Em 17/08/2026 às 1:37 AM

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Equipe brasileira fez história em Frankfurt – Fotos: MeloGym/CBG

O domingo, 16 de agosto, entrou para a história da ginástica rítmica brasileira. Em Frankfurt, na Alemanha, o Brasil conquistou duas medalhas de ouro inéditas no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, triunfando nas finais das cinco bolas e da série mista, disputada com três arcos e duas maças.

Mais do que uma dobradinha histórica, o resultado colocou o conjunto brasileiro à frente de algumas das maiores escolas da modalidade. Na final das cinco bolas, as brasileiras superaram China e Bulgária, as duas últimas campeãs olímpicas. Pela primeira vez, um país das Américas chegou ao topo do pódio mundial nesse tipo de prova.

Conhecidas como Leoas, as brasileiras transformaram precisão técnica, dificuldade e expressão artística em duas apresentações praticamente irretocáveis — ambas avaliadas com 29.450 pontos.

Campeãs mundiais

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Conquistas inéditas foram nas finais das cinco bolas e na série mista

O conjunto brasileiro é formado por Nicole Pírcio, de São Paulo; Sofia Madeira, do Espírito Santo; Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves, do Paraná; Maria Paula Caminha, do Amazonas; e Maria Eduarda Arakaki, de Alagoas e capitã do sexteto. Nas competições por conjunto, cinco atletas entram no tablado, enquanto uma integrante permanece como reserva.

Sob o comando da técnica Camila Ferezin, a seleção protagonizou em Frankfurt um feito que sintetiza a transformação recente do Brasil dentro de uma modalidade historicamente dominada por países europeus e asiáticos.

‘Feeling Good’ embala o primeiro ouro

A primeira conquista veio na final das cinco bolas. Ao som de Feeling Good, na interpretação de Michael Bublé, as Leoas executaram a série sem erros e receberam 29.450 pontos. A nota também representou uma evolução em relação à marca de 29.250 alcançada pelo conjunto no Campeonato Pan-Americano, realizado em junho, no Rio de Janeiro — até então, a maior pontuação registrada no mundo em 2026.

O resultado ganha ainda mais dimensão diante das adversárias que ficaram para trás. A China, campeã olímpica, terminou com a prata ao marcar 28.900 pontos. A Bulgária, outra potência da modalidade e também campeã olímpica, completou o pódio com 28.400. Com isso, o Brasil tornou-se o primeiro país das Américas a conquistar o ouro mundial nesse tipo de disputa.

Lady Gaga embala o segundo ouro

Horas depois, as brasileiras voltaram ao tablado. E fizeram história novamente. Na final da série mista, disputada com três arcos e duas maças, o conjunto apresentou uma coreografia embalada por Abracadabra, de Lady Gaga. Mais uma vez, execução precisa e força artística levaram as Leoas aos 29.450 pontos.

O resultado teve também um sabor de evolução: no Mundial de 2025, no Rio de Janeiro, o Brasil havia conquistado a medalha de prata nessa mesma prova. Um ano depois, subiu mais um degrau.

A Espanha, campeã geral do Mundial no sábado (15), marcou 29.050 e ficou com a prata. A Bulgária voltou ao pódio, desta vez com 28.750 pontos, garantindo o bronze.

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