Projetos Conceituais

CASACOR 2026 apresenta ambientes de Mia Kamimura e Letícia Nannetti inspirados nas novas formas de habitar

Por Jussara Beserra - Em 02/06/2026 às 2:19 PM

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Mia Kamimura e Letícia Nannetti levam conceitos autorais à CASACOR 2026 – Fotos: Divulgação

A CASACOR 2026 abre espaço para discussões que vão além da estética e da funcionalidade. Alinhadas ao tema da mostra, “Mente e Coração”, as arquitetas Mia Kamimura e Letícia Nannetti apresentam ambientes que exploram questões ligadas à percepção, ao bem-estar e às diferentes formas de habitar os espaços.

Mia Kamimura (9)

Banheiro “Entre o Visível e o Invisível” marca a estreia de Mia Kamimura na CASACOR 2026 – Fotos: Divulgação

Em sua estreia na mostra, Mia Kamimura assina o banheiro conceitual “Entre o Visível e o Invisível”, ambiente de 32 m² que utiliza transparências, reflexos e diferentes camadas de privacidade para conduzir a experiência do visitante. O projeto tem como destaque as cabines executadas com vidro comutável PDLC, tecnologia que altera a aparência do material quando a porta é fechada, passando do transparente ao opaco.

A proposta parte da ideia de que nem tudo o que define um ambiente está imediatamente visível. A arquiteta traduz esse conceito por meio da interação entre luz, materiais e superfícies, criando uma narrativa arquitetônica construída a partir da percepção de quem ocupa o espaço.

Leticia Nannetti (4)

Estúdio Universal Âmbar propõe uma leitura contemporânea do design

Já a mineira Letícia Nannetti apresenta o Estúdio Universal Âmbar, ambiente de 54 m² que propõe uma leitura contemporânea do design universal. Inspirado no âmbar e em sua capacidade de preservar vestígios do tempo, o projeto aborda temas como longevidade, autonomia e adaptação dos espaços às transformações da vida.

Sem recorrer a elementos tradicionalmente associados à acessibilidade, o estúdio incorpora soluções que favorecem a circulação, o conforto e o uso intuitivo dos ambientes. O espaço reúne área social integrada, mobiliário desenvolvido a partir de princípios ergonômicos e recursos projetados para atender diferentes perfis de usuários sem comprometer a unidade estética da proposta.

Um dos destaques é o vitral autoral desenhado pela arquiteta, que filtra a luz natural e modifica a atmosfera do ambiente ao longo do dia. A curadoria de arte e objetos complementa a narrativa do projeto, incorporando referências ligadas à cultura brasileira e à memória afetiva.

Ao abordar temas como privacidade, percepção, autonomia e permanência, os dois projetos refletem uma das principais discussões da arquitetura contemporânea: a criação de espaços capazes de responder não apenas às necessidades práticas dos usuários, mas também à forma como eles vivem, sentem e se relacionam com o ambiente construído.

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