NOVO POLO DE ARTE
Da memória ao futuro: Museu do Complexo Yolanda e Edson Queiroz será inaugurado no segundo semestre
Por Jussara Beserra - Em 01/07/2026 às 12:01 PM

Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz redesenha a paisagem urbana de Fortaleza – Fotos: Reprodução/Fundação Edson Queiroz / Thiago Gadelha
A contagem regressiva para um dos maiores equipamentos culturais do Ceará já começou. Previsto para o segundo semestre de 2026, o Museu do Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz será a primeira entrega do empreendimento desenvolvido pela Fundação Edson Queiroz, transformando a área onde funcionou o antigo Centro de Convenções de Fortaleza em um novo polo dedicado à arte, educação, pesquisa e convivência.
Com 75 mil m² de área construída distribuídos em seis pavimentos, o museu reunirá quatro andares destinados às artes visuais, além de duas salas de restauro, consolidando um dos maiores equipamentos culturais em implantação no Estado.
Para a presidente da Fundação Edson Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, a inauguração representa o início de uma proposta pensada para ampliar o acesso à cultura e fortalecer a relação da cidade com a produção artística.
“Esperamos que o Complexo se torne um espaço de encontro, reflexão e formação, aproximando diferentes públicos e fortalecendo o papel da cultura como agente de transformação social. É também uma forma de homenagear o legado de Yolanda e Edson Queiroz, que sempre acreditaram na educação e na cultura como instrumentos para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade”, afirma.
Exposições inaugurais

Museu ganha forma e se aproxima da abertura ao público
A abertura ao público será marcada por quatro exposições. A primeira presta homenagem à trajetória e ao legado de Yolanda e Edson Queiroz. Em seguida, a Bienal de Arte da Fundação Edson Queiroz, com curadoria de Lucas Dilacerda, reunirá 160 obras de 40 artistas. Também entram em cartaz “Constelações da Arte no Brasil”, formada por mais de 200 obras pertencentes ao acervo da Fundação, e “Escrevendo tempos: encontros, elos e fronteiras entre artistas do Ceará e do Mundo nas coleções cearenses”, organizada pelos curadores Galciani Neves e Max Perlingeiro, com 135 trabalhos de artistas cearenses e internacionais.
Além das galerias, o museu contará com cafeteria, espaços destinados a atividades educativas, palestras e rodas de conversa, ampliando sua programação voltada à formação de público e ao intercâmbio cultural.
Arquitetura e próximas etapas

Hall principal do museu evidencia a escala e a arquitetura do novo equipamento cultural
O complexo seguirá em expansão após a inauguração do museu. A próxima etapa prevê a entrega de uma torre de 19 andares, programada para 2027 e destinada a atividades acadêmicas, além de um teatro, que completará a estrutura do empreendimento.
Assinado pelo arquiteto cearense Luiz Deusdará, o projeto adota a arquitetura brutalista como linguagem principal e incorpora paisagismo, áreas de convivência e uma ampla cobertura que conecta o museu à futura torre, favorecendo a circulação dos visitantes. Implantado ao lado da Universidade de Fortaleza (Unifor), no bairro Edson Queiroz, o complexo ressignifica uma área histórica da cidade e amplia a infraestrutura cultural de Fortaleza ao reunir, em um mesmo endereço, acervo, pesquisa, formação e programação artística.
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