protagonismo global

“Brasil não abaixa a cabeça”, diz Durigan ao defender soberania e Pix

Por Redação - Em 10/06/2026 às 3:36 PM

Conselhao Mc Abr 10062026 9 Lula, Durigan Foto Agência Brasil

A fala do ministro ocorre no contexto dos recentes anúncios feitos pelos Estados Unidos de barreiras comerciais e aumento de tarifas impostas a insumos e produtos manufaturados que atingem diretamente as exportações brasileiras FOTO: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou, nesta quarta-feira (10), a defesa da soberania nacional. “O Brasil não abaixa a cabeça para ninguém, e a gente defende a nossa política econômica pelo mundo”, disse.

A fala do ministro ocorre no contexto dos recentes anúncios feitos pelos Estados Unidos de barreiras comerciais e aumento de tarifas impostas a insumos e produtos manufaturados que atingem diretamente as exportações brasileiras.

Nesse sentido, Durigan ainda sinalizou que o Pix – hoje referência global de bancarização e inovação tecnológica – é um patrimônio estratégico que continuará sob estrita governança do Estado brasileiro contra interferências globais.

“A primeira demanda, a primeira tarefa que eu tenho é proteger a soberania ao lado do presidente Lula, em especial no nosso Pix.”

As declarações foram dadas durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty. Neste ano, o mote dos debates do chamado Conselhão é “Da soberania nacional ao protagonismo global”.

Respeito

Ao relatar agendas recentes no Fundo Monetário Internacional (FMI), no Banco Mundial, no G20 e no G7, o ministro da Fazenda destacou que a comunidade internacional reconhece a liderança brasileira no debate econômico, ambiental e da transição energética, exigindo que o país seja tratado com igualdade e respeito.

“O Brasil é liderança mundial e a gente não abre mão de ser tratado com respeito e tratar com respeito a todos os países, a todas as outras comunidades e culturas do mundo”, disse.

Agenda social

Durigan ainda tratou de pautas de apelo social e de segurança pública. Sobre a escala 6×1, ele ressaltou que manter esse modelo perpetua a desigualdade e sobrecarrega os trabalhadores de menor remuneração, negros e mulheres de dupla jornada, enquanto os setores que operam em escalas mais flexíveis (5×2) concentram os melhores salários e oportunidades de estudo.

“Quem já está na escala 5 por 2 é quem ganha mais, teve tempo e muitas vezes oportunidade familiar de estudar por mais tempo. E quem está na escala 6 por 1 são os trabalhadores mais mal remunerados, trabalhadores negros, mulheres e que ainda acumulam o trabalho com afazeres domésticos e outras responsabilidades, que ficam sobrecarregados.”

No fim de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. A PEC terá o cronograma de tramitação definido nesta semana no Senado. A proposta institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de redução jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

Cerco às bets

O ministro comparou o tratamento dado às casas de apostas online em gestões anteriores ao que é praticado no governo Lula. Segundo ele, antes, elas “tinham a mesma imunidade que as igrejas”. “Hoje, as bets pagam mais do que a média dos setores empresariais e, hoje, passam os dados e estão sendo fiscalizadas.”

Durigan destacou que esse trabalho já resultou na derrubada de mais de 30 mil empresas irregulares e na proibição do uso do mercado de cartões de crédito para apostas, visando proteger o orçamento familiar.

Asfixia ao crime organizado

O ministro anunciou uma cooperação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o governo norte-americano para atacar o fluxo financeiro de facções criminosas.

A estratégia, operada via Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Polícia Federal, será congelar os ativos do crime organizado. “O combate ao fluxo financeiro do crime organizado, eu acredito, é o mais importante para gente asfixiar esse mal que segue causando graves prejuízos à nossa comunidade”, concluiu.

Crescimento industrial

Em discurso aos conselheiros, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, apresentou um balanço sobre a reindustrialização do país.

O ministro elencou os resultados que têm reaquecido a economia brasileira, como o aumento do salário médio e a menor taxa de informalidade da série histórica. Ele detalhou o desemprego em queda, com a taxa de 5,6%, consolidando-se na média histórica mais baixa; o recorde de 103 milhões de brasileiros empregados formalmente; e o maior rendimento médio, atingindo o patamar entre R$ 3.370 e R$ 3.732.

“Esses indicadores sociais só são obtidos porque a indústria voltou a crescer. Cresceu em 2024 com a lançamento da Nova Indústria Brasil, 3,1%. No primeiro quadrimestre, já avançou 1,7%. Por isso, tivemos mais de 7,6 milhões de postos formais no setor”, destacou Elias Rosa. (Agência Brasil)

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ESG E NEGÓCIOS

Grupo Marquise transforma ações de sustentabilidade em ativos estratégicos

Por Marcelo Cabral - Em 10/06/2026 às 3:18 PM

O Grupo Marquise vem estruturando um modelo de negócio em que resíduos, energia e infraestrutura operam como vetores de valor – e não como obrigações regulatórias. A leitura do Relatório de Impacto Socioambiental 2025 revela um movimento claro: sustentabilidade deixou de ser um capítulo paralelo para ocupar o centro da estratégia corporativa.

Caminhão elétrico e a biometano também integram a estratégia do grupo cearense       Foto: Divulgação

No ano passado, o grupo beneficiou mais de 2,2 milhões de pessoas por meio dos projetos executados nas cidades onde atua. “A sustentabilidade precisa estar incorporada à forma como a empresa toma decisões, se relaciona com as comunidades e projeta o futuro. É um alicerce do nosso crescimento e dos vetores direcionais dos nossos negócios”, afirma Carla Pontes, co-CEO do Grupo Marquise.

No Ceará, essa mudança ganha escala. A operação da GNR Fortaleza, planta de biometano desenvolvida em parceria com a MDC Energia, transforma resíduos em combustível. Em 2025, a unidade produziu 21,8 milhões de Nm³, o equivalente a cerca de 20% da produção nacional – um volume que reposiciona o Estado na agenda energética de baixo carbono. A conversão de biogás em biometano cria uma cadeia de valor que conecta gestão de resíduos, matriz energética e competitividade industrial.

“Quando tratamos resíduos com tecnologia, planejamento e responsabilidade, deixamos de olhar para o descarte como fim de ciclo e passamos a enxergá-lo como início de uma cadeia de valor“, destaca Paulo Marcelo Santana, co-CEO do Grupo Marquise.

Essa mesma lógica se replica na atuação urbana. Em Fortaleza, a EcoFor amplia o papel da limpeza pública ao incorporar educação ambiental, logística reversa e estímulo à economia circular. O dado mais relevante não está apenas nas 803 toneladas de recicláveis recebidas, mas na mudança de comportamento que começa a se consolidar.

Ações diversificadas

Ao mesmo tempo, o grupo avança em frentes estruturantes. A participação na Ferrovia Transnordestina e a liderança na implantação da usina de dessalinização reforçam a atuação em infraestrutura crítica – conectando mobilidade, segurança hídrica e desenvolvimento regional. Na área de incorporações, há avanços em eficiência construtiva, com o uso do sistema steel frame e a expansão da M.Lar.

Nos empreendimentos urbanos, a integração também aparece como diretriz. O Shopping Parangaba, conectado a diferentes modais de transporte, exemplifica um modelo de mobilidade mais eficiente. O Centro Fashion Fortaleza e o Hotel Gran Marquise também integram o relatório, destacando-se por suas ações de eficiência operacional e relacionamento com os públicos locais.

O Grupo Marquise apoiou projetos culturais pela Lei Rouanet, em parceria com o Ministério da Cultura, e promoveu ações educativas e tecnológicas . “O impacto socioambiental também se constrói pela presença contínua nas comunidades, usando múltiplas linguagens artísticas e tecnológicas para despertar a consciência ambiental”, conclui Vini Fernandes, gerente de Marketing e Inteligência Social do grupo empresarial.

 

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indústria aeronáutica

Conflitos ampliam demanda por defesa, mas aviação comercial mantém ritmo, diz Embraer

Por Redação - Em 10/06/2026 às 2:43 PM

Embraer

A Embraer mantém uma carteira de pedidos que garante quase cinco anos de produção e trabalha com a expectativa de entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais em 2026

O avanço das tensões geopolíticas em diferentes regiões do mundo tem criado novas oportunidades para a indústria de defesa, sem comprometer, até o momento, o desempenho da aviação comercial. A avaliação é do presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, que vê um cenário favorável para os negócios da companhia em ambas as frentes.

Segundo o executivo, os conflitos internacionais têm levado governos a reforçar investimentos em equipamentos militares e segurança, ampliando o interesse por aeronaves de defesa e transporte tático. Nesse contexto, a Embraer aposta no crescimento de sua divisão de Defesa & Segurança, impulsionada principalmente pela demanda internacional pelo cargueiro KC-390 Millennium.

Na aviação comercial, apesar da alta dos combustíveis provocada pelas incertezas geopolíticas, a fabricante brasileira não observa cancelamentos de pedidos nem interrupção das negociações em andamento. Algumas companhias aéreas demonstram maior cautela ao decidir sobre opções adicionais de compra, mas a demanda por aeronaves segue aquecida.

A Embraer mantém uma carteira de pedidos que garante quase cinco anos de produção e trabalha com a expectativa de entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais em 2026. Para 2027, a meta é elevar esse volume para até 100 unidades, apoiada na melhora gradual da cadeia global de suprimentos.

A companhia também aposta na eficiência energética de sua família de jatos E2 como diferencial competitivo em um cenário de combustível mais caro. Aeronaves com menor consumo tendem a ganhar espaço nas estratégias de renovação de frota das companhias aéreas, o que pode reforçar a posição da fabricante brasileira nos próximos anos.

Com presença crescente tanto nos mercados civil quanto militar, a Embraer avalia que a combinação entre expansão da demanda por defesa e continuidade dos investimentos em modernização de frotas cria um ambiente favorável para sustentar o crescimento da empresa nos próximos anos.

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