Startups

Empreendedores migram para os EUA e desafiam modelo do venture capital no Brasil

Por Redação - Em 23/04/2026 às 1:13 PM

Vale Do Silicio

Muitos empreendedores têm optado por estabelecer suas startups nos Estados Unidos desde o início, com foco em teses globais e maior proximidade de grandes fundos internacionais

O movimento de empreendedores brasileiros rumo ao Vale do Silício tem ganhado força e já começa a impactar diretamente a atuação de fundos de venture capital no país. A migração de fundadores em busca de acesso a capital global, redes de relacionamento e mercados mais amplos cria um novo desafio para investidores locais.

Segundo análise da Bloomberg Línea, muitos empreendedores têm optado por estabelecer suas startups nos Estados Unidos desde o início, com foco em teses globais e maior proximidade de grandes fundos internacionais. Esse deslocamento reduz a presença de empresas promissoras no ecossistema brasileiro e limita oportunidades de investimento doméstico.

Para gestoras brasileiras de venture capital, o cenário exige adaptação. A perda de protagonismo no desenvolvimento dessas startups obriga os fundos a buscar novas estratégias para manter relevância, como ampliar presença internacional, participar de rodadas fora do país ou estabelecer parcerias com investidores estrangeiros.

Além disso, a mudança geográfica dos fundadores altera a dinâmica de negociação e influência dos investidores. Com empresas sediadas no exterior, fundos brasileiros passam a ter menor acesso às decisões estratégicas e ao chamado cap table, estrutura que define participação societária e poder dentro das startups.

O fenômeno reflete uma tendência mais ampla de internacionalização do empreendedorismo tecnológico, impulsionada por ecossistemas mais maduros, maior disponibilidade de capital e ambiente regulatório favorável fora do Brasil. Nesse contexto, o Vale do Silício segue como principal polo de atração, concentrando recursos, talentos e oportunidades de escala global.

Para o mercado brasileiro de venture capital, o desafio passa a ser equilibrar a retenção de talentos com a necessidade de acompanhar empresas que nascem cada vez mais conectadas ao cenário internacional, redefinindo o papel dos investidores locais no ciclo de inovação.

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consumo global

Café lidera avanço e sustenta crescimento da Nestlé no início de 2026

Por Redação - Em 23/04/2026 às 1:11 PM

Nestlé, Café, Nescafé

avanço das vendas online também ganhou destaque, com alta de 15,4%, passando a representar mais de um quinto da receita total da empresa

O grupo suíço Nestlé registrou crescimento nas vendas orgânicas no primeiro trimestre de 2026, impulsionado principalmente pelo desempenho da categoria de café, apontada como o principal motor do resultado pela liderança da companhia.

De acordo com dados divulgados pela empresa, o crescimento orgânico atingiu 3,5% no período, superando expectativas do mercado, com avanço sustentado tanto por reajustes de preços quanto pelo aumento no volume vendido. O crescimento real interno — indicador que mede a evolução das quantidades comercializadas — foi de 1,2%, sinalizando recuperação da demanda.

O café se destacou como a principal alavanca desse desempenho. Marcas da companhia, como Nescafé e sistemas de cápsulas, registraram forte procura global, reforçando a relevância estratégica da categoria dentro do portfólio. Além do café, segmentos como alimentos e snacks também contribuíram positivamente para o resultado.

Em termos geográficos, mercados emergentes apresentaram crescimento mais acelerado, enquanto regiões maduras mantiveram desempenho resiliente. O avanço das vendas online também ganhou destaque, com alta de 15,4%, passando a representar mais de um quinto da receita total da empresa.

Apesar do desempenho positivo, o trimestre foi impactado por fatores pontuais. Um recall de produtos de nutrição infantil reduziu o crescimento em cerca de 0,9 ponto percentual, embora a empresa informe que a disponibilidade já foi normalizada.

A estratégia da companhia segue centrada em categorias consideradas prioritárias, com destaque para café, nutrição, alimentos e produtos para pets, além do reforço em marketing e inovação para sustentar o crescimento. A empresa manteve a projeção de expansão orgânica entre 3% e 4% em 2026, mesmo diante de incertezas econômicas e geopolíticas.

No cenário global, o desempenho reforça a aposta da Nestlé em produtos ligados ao consumo doméstico, tendência que tem ganhado força com mudanças no comportamento do consumidor e pressões de custo, consolidando o café como protagonista na estratégia de crescimento da multinacional.

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diz Alckmin

Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações brasileiras em até 13%

Por Redação - Em 23/04/2026 às 1:10 PM

O tratado estabelece um cronograma de liberalização comercial que pode se estender por até 12 anos

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode ampliar as exportações brasileiras em até 13% quando estiver plenamente implementado, segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A estimativa considera o cenário de consolidação do tratado ao longo dos próximos anos, com efeitos mais amplos até 2038.

De acordo com o governo federal, o avanço nas vendas externas será impulsionado principalmente pela redução gradual de tarifas de importação entre os dois blocos. O acordo prevê a eliminação de tributos para cerca de 5 mil produtos, com impacto direto sobre setores como carnes, açúcar, frutas e produtos industriais.

Alckmin também destacou que o setor industrial brasileiro pode apresentar crescimento ainda mais expressivo nas exportações, com projeções que chegam a 26% no mesmo período. A abertura comercial tende a ampliar o acesso a mercados europeus e estimular ganhos de competitividade para empresas nacionais.

O tratado estabelece um cronograma de liberalização comercial que pode se estender por até 12 anos, permitindo uma adaptação gradual das economias envolvidas. Além disso, inclui mecanismos de salvaguarda que autorizam a suspensão temporária de importações em caso de aumento excessivo, buscando equilibrar os interesses de ambos os lados.

Considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo, o pacto entre Mercosul e União Europeia reúne um mercado de centenas de milhões de consumidores e deve reforçar a inserção internacional do Brasil, em um contexto global marcado por disputas comerciais e tendências protecionistas.

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