Crise energética

Tráfego marítimo em Ormuz segue quase paralisado e amplia tensão global

Por Redação - Em 21/04/2026 às 8:35 PM

Estreito De Ormuz

O Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio global, sendo responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás

O fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente interrompido, mesmo após tentativas de trégua no conflito envolvendo Irã e Estados Unidos. Dados recentes de monitoramento marítimo indicam que a circulação de navios segue em níveis mínimos, evidenciando a persistência da instabilidade na principal rota energética do mundo.

Nas últimas horas observadas, apenas três travessias foram registradas em um intervalo de 12 horas, número considerado extremamente baixo para um corredor que, em condições normais, concentra parte significativa do transporte global de petróleo.

A paralisação ocorre mesmo após o anúncio de cessar-fogo temporário, sinalizando que a trégua ainda não foi suficiente para restabelecer a confiança das empresas de navegação e das seguradoras internacionais. O ambiente de risco elevado continua afastando embarcações da região.

Desde o início da escalada militar, o impacto sobre o tráfego tem sido expressivo. Levantamentos apontam queda superior a 95% na movimentação de navios em comparação com períodos de normalidade, com centenas de embarcações evitando ou abandonando a rota.

O Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio global, sendo responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás. A interrupção prolongada da navegação pressiona os preços de energia, afeta cadeias produtivas e amplia a incerteza nos mercados internacionais.

Especialistas avaliam que a normalização do tráfego não deve ocorrer no curto prazo, mesmo com avanços diplomáticos, já que o risco de novos incidentes e a presença militar na região continuam elevados.

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Trump estende cessar-fogo com Irã e condiciona trégua a avanço nas negociações

Por Redação - Em 21/04/2026 às 8:30 PM

Trump Mineracao Bloomberg

A decisão representa uma mudança de posição do próprio Trump, que anteriormente havia indicado resistência em prolongar o cessar-fogo sem avanços concretos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, ampliando a trégua iniciada no começo de abril em meio a negociações ainda sem desfecho entre os dois países. A decisão foi comunicada após pressão de intermediadores internacionais e ocorre em um cenário de impasse diplomático.

Segundo Trump, a extensão do acordo não tem prazo definido e permanecerá em vigor até que o governo iraniano apresente uma proposta unificada e as discussões sejam concluídas. A medida atende a pedidos de autoridades do Paquistão, que têm atuado como mediadoras nas conversas entre Washington e Teerã.

Apesar da manutenção da trégua, o governo norte-americano sinalizou que seguirá com ações de pressão, incluindo o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O objetivo é manter vantagem nas negociações enquanto busca um acordo considerado mais amplo e definitivo.

A decisão representa uma mudança de posição do próprio Trump, que anteriormente havia indicado resistência em prolongar o cessar-fogo sem avanços concretos. O recuo ocorre diante da falta de consenso nas tratativas e do risco de retomada imediata dos confrontos.

O cessar-fogo, inicialmente firmado por duas semanas, surgiu após escalada militar no Oriente Médio, envolvendo ataques e ameaças diretas entre os dois países. A prorrogação mantém temporariamente a redução das hostilidades, mas o cenário segue instável, com possibilidade de retomada do conflito caso não haja acordo nas próximas rodadas de negociação.

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NAB Show

Brasil apresenta estratégia para TV 3.0 em principal feira global de tecnologia

Por Marlyana Lima - Em 21/04/2026 às 5:39 PM

Ministerio Das Comunicacoes Nab Show

Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, participou do NAB Show 2026, em Las Vegas – Foto:  Agência Brasil

O Brasil apresentou ao mercado internacional, durante o NAB Show 2026, em Las Vegas, uma proposta que reposiciona a televisão aberta no centro da transformação digital. O foco está na TV 3.0, novo padrão que combina transmissão, dados e serviços em uma mesma plataforma.

À frente da agenda, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que o movimento vai além da tecnologia e envolve estratégia de escala. Segundo ele, o governo estuda utilizar recursos do Edital 5G para distribuir receptores à população de baixa renda.

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Segundo o ministro, a meta é ampliar a base de usuários para viabilizar novos modelos de negócio

“Não é apenas uma medida social de alta relevância, é também uma estratégia estruturante”, afirmou o ministro. Garantir o acesso significa acelerar a adoção, estimular o mercado e criar as condições para que todo ecossistema se desenvolva de forma sustentável”, completou.

A lógica é ampliar a base de usuários para viabilizar novos modelos de negócio e consolidar o ambiente de inovação. Com a TV 3.0, a televisão passa a operar com personalização de conteúdo, publicidade segmentada e integração com serviços digitais, incluindo acesso a políticas públicas.

Outro ponto destacado é a função de utilidade pública. A tecnologia permitirá a criação de sistemas de alerta com segmentação geográfica e ativação automática dos aparelhos, ampliando o alcance da informação em situações de emergência — mesmo sem conexão à internet.

Além da dimensão social, o novo modelo abre espaço para monetização mais sofisticada. A integração com dados e plataformas digitais permite a evolução da publicidade tradicional para formatos direcionados, além de viabilizar experiências de consumo diretamente pela televisão.

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