mercado imobiliário

Lake Tahoe se consolida como novo polo de megaimóveis e atrai bilionários nos EUA

Por Redação - Em 13/04/2026 às 1:00 PM

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O movimento é impulsionado por fatores como privacidade, exclusividade e infraestrutura diferenciada, além de benefícios fiscais associados ao estado de Nevada

A região de Lake Tahoe, na divisa entre Califórnia e Nevada, vem ganhando protagonismo no mercado imobiliário de luxo dos Estados Unidos, com a entrada definitiva no circuito de propriedades ultravalorizadas voltadas ao público bilionário.

Dados recentes do setor mostram que imóveis à beira do lago, especialmente no lado de Nevada, passaram a ser negociados em faixas superiores a US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões), refletindo a crescente demanda de compradores de altíssimo patrimônio.

O movimento é impulsionado por fatores como privacidade, exclusividade e infraestrutura diferenciada, além de benefícios fiscais associados ao estado de Nevada, que tem atraído fortunas oriundas da Califórnia. A migração de riqueza tem contribuído para elevar o padrão e os preços das propriedades na região.

A valorização também é sustentada por transações recentes de grande porte. Compras milionárias, como a aquisição de uma mansão por cerca de US$ 42 milhões pelo cofundador do Google, Sergey Brin, reforçam o posicionamento de Lake Tahoe como destino preferencial de bilionários.

Além das aquisições, o perfil dos imóveis tem evoluído para atender a um público mais exigente. Propriedades incluem estruturas de alto padrão e amenidades incomuns, como complexos aquáticos de grande escala e instalações personalizadas, ampliando o conceito de “megaimóveis” no país.

Corretores locais apontam que a demanda se concentra nos ativos mais exclusivos, enquanto imóveis fora do topo da pirâmide de preços enfrentam menor liquidez. A preferência por negociações fora do mercado tradicional também tem se intensificado, reduzindo a transparência das transações e elevando a competição entre compradores.

Combinando fatores fiscais, estilo de vida e oferta restrita de propriedades premium, Lake Tahoe se consolida como um dos principais destinos do capital imobiliário de ultra-alta renda nos Estados Unidos. O avanço da região sinaliza uma reconfiguração no mapa global de ativos de luxo, tradicionalmente concentrados em centros urbanos como Nova York, Miami e Los Angeles.

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Trajetória Pública

Câmara Municipal de Fortaleza completa 300 anos com atuação central na história da cidade

Por Jussara Beserra - Em 13/04/2026 às 12:25 PM

Plenário Fausto Arruda, centro das decisões que estruturam Fortaleza - Foto: Érika Fonseca/CMFor

Plenário Fausto Arruda, centro das decisões que estruturam Fortaleza – Foto: Érika Fonseca/CMFor

Fortaleza completa 300 anos nesta segunda-feira (13) com uma origem que revela sua lógica de formação. Em 13 de abril de 1726, ao ser elevada à condição de Vila, a cidade não apenas conquistava autonomia em relação a Aquiraz. Na mesma data, instalava sua principal estrutura política, a Câmara Municipal, responsável por organizar a vida administrativa e estabelecer as bases do território.

Desde o início, cidade e instituição avançam de forma indissociável. A Câmara não surge como consequência do crescimento urbano. Ela funciona como condição para que ele aconteça, concentrando decisões, mediando interesses e estruturando o cotidiano de uma cidade em formação.

Origem do poder 

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Antiga sede da Câmara de Fortaleza, em funcionamento de 1953 a 1971 – Foto: Acervo/CMFor

No século XVIII, o poder estava concentrado nas mãos de poucos. Dois juízes e três vereadores, integrantes da elite local conhecidos como “homens bons”, ocupavam posições que, embora eletivas, não representavam a maioria da população. Ainda assim, eram o núcleo mais próximo de decisão naquele contexto.

A estrutura ampliava seu alcance ao reunir funções. Os vereadores também indicavam o intendente, figura equivalente ao prefeito, o que aproximava Legislativo e Executivo em um mesmo eixo de poder. Esse arranjo consolidou a Câmara como centro estratégico da cidade.

Foi dentro dessa lógica que surgiram movimentos determinantes para Fortaleza. O traçado urbano em formato geométrico no século XIX, a regulamentação da vida urbana e a implantação de equipamentos públicos mostram que o crescimento da cidade não foi espontâneo. Ele foi deliberado e conduzido.

Rupturas e permanências

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Fachada da Câmara na rua Antonele Bezerra, sede do Legislativo entre 1971 e 2004 – Foto: Arquivo/CMFor

Ao longo dos séculos, o poder mudou de forma, mas não de lugar. A Independência, a República e os períodos de exceção alteraram o funcionamento das instituições, levando inclusive ao fechamento das câmaras em determinados momentos. Ainda assim, o Legislativo sempre retornou ao centro das decisões.

A ampliação do voto e a entrada das mulheres na política, iniciada em 1936, marcaram mudanças importantes na composição da Casa. Mais recentemente, a criação de mecanismos como a Procuradoria Especial da Mulher reforça a tentativa de ampliar representação e alcance social.

O presente em construção

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Atual sede da Câmara de Fortaleza e o centro das decisões públicas – Foto: Érika Fonseca/CMFor

Nas últimas décadas, o protagonismo da Câmara se traduz em decisões estruturantes. A Lei Orgânica do Município, promulgada em 1990, e os sucessivos Planos Diretores definem os limites e as possibilidades de crescimento urbano, além de orientar temas como mobilidade, uso do solo e preservação ambiental.

Três séculos depois, Fortaleza se consolida como metrópole mantendo a mesma engrenagem de origem. O Legislativo municipal permanece como espaço de negociação, confronto de interesses e definição de rumos.

O marco dos 300 anos evidencia uma lógica contínua. Fortaleza não cresce ao redor do poder. Ela é construída a partir dele.

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Conflito

Reino Unido rejeita bloqueio proposto por Trump no Estreito de Ormuz

Por Redação - Em 13/04/2026 às 12:08 PM

O Reino Unido e a França planejam realizar “nos próximos dias” uma conferência para discutir a restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, rejeitou participar do bloqueio naval anunciado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no Estreito de Ormuz, após a Casa Branca dizer que “outros países” participariam da missão.

“Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, e tem havido uma pressão considerável, não vamos ser arrastados para a guerra”, afirmou Starmer à BBC, nesta segunda-feira (13).

A mídia britânica informou que os navios caça-minas e a capacidade antidrone do Reino Unido continuariam operando no Oriente Médio, mas que navios e soldados da Marinha britânica não seriam usados para bloquear portos iranianos.

O Reino Unido e a França planejam realizar “nos próximos dias” uma conferência para discutir a restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz “assim que as circunstâncias permitirem”, segundo o presidente francês Emmanuel Macron.

“Organizaremos uma conferência com aqueles países dispostos a contribuir ao nosso lado para uma missão multinacional pacífica destinada a restaurar a liberdade de navegação no estreito. Essa missão estritamente defensiva, separada das partes beligerantes do conflito”, disse Macron em uma rede social.

Outro país que vem sendo pressionado por Donald Trump para contribuir com o esforço para reabrir o estreito é o Japão, grande importador de petróleo dos países do Golfo Pérsico.

Em coletiva de imprensa realizada hoje, o chefe de gabinete do governo japonês Minoru Kihara disse que o Japão acompanha “de perto” a situação e defendeu um acordo por meio da diplomacia.

“O mais importante é conseguir uma desescalada da situação, incluindo garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, e chegar a um acordo final por meio da diplomacia o mais rápido possível”, afirmou, segundo o jornal Japan Times.

A negativa de aliados de participarem dos esforços dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz tem gerado a reação do presidente Trump, que chegou a chamar os países de “covardes” e ameaçar abandonar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

China

Por sua vez, a China afirmou que, para resolver a questão da navegação no Estreito de Ormuz, é necessário, em primeiro lugar, resolver o conflito bélico no Oriente Médio.

“A causa principal da perturbação no Estreito de Ormuz é o conflito militar. Para resolver a questão, o conflito deve cessar o mais rápido possível. Todas as partes precisam manter a calma e exercer contenção. A China continuará a desempenhar um papel construtivo”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do ministério das relações exteriores na China, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

Irã ameaça retaliar

As Forças Armadas da República Islâmica do Irã ameaçaram realizar retaliações contra portos no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso a segurança dos portos iranianos seja colocada em risco. Teerã informou ainda que os inimigos do país persa não poderão passar por Ormuz.

Após o fracassado das negociações para um acordo de paz em Islamabad, capital do Paquistão, nesse final de semana, o presidente dos EUA Donald Trump anunciou que bloquearia a passagem de navios na saída do Estreito de Ormuz.

“O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, informou, em comunicado, o Comando Central dos EUA.

Conselho de Segurança da ONU

Na semana passada, a Rússia e a China vetaram a resolução apresentado pelo Bahrein, em nome dos países do Golfo Pérsico, que pretendia autorizar os países a usarem a força para reabrir o Estreito de Ormuz.

O preço do barril de petróleo tipo Brent voltou a subir nesta segunda-feira com o anúncio de bloqueio naval dos EUA, chegando ao nível dos US$ 100 novamente, alta de cerca de 5,5%.

Antes da guerra, passavam pelo Estreito cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. Estima-se que cerca de 20% do petróleo e gás do planeta passe por Ormuz. (Agência Brasil)

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