Ex-BR Distribuidora

Revendedora Vibra adere à subvenção para baixar preço do diesel

Por Redação - Em 10/04/2026 às 4:11 PM

Diesel Bomba De Combustivel Foto Agência Brasil

A adesão da Vibra, dona de cerca de 8 mil postos de combustíveis pelo país, representa um ganho de escala do programa FOTO: Agência Brasil

A Vibra Energia, operadora dos postos de combustíveis que ainda levam o nome comercial Petrobras, informou que vai aderir em abril ao programa de subvenção do óleo diesel criado pelo governo federal para conter a alta do preço do derivado de petróleo.

A adesão da Vibra, dona de cerca de 8 mil postos de combustíveis pelo país, representa um ganho de escala do programa, lançado inicialmente em 12 de março, uma vez que as três principais revendedoras tinham ficado de fora da adesão. Além da Vibra, a Raízen (postos Shell) e a Ipiranga tinham declinado de receber a subvenção.

Por meio de nota, a Vibra informou que analisa os detalhes técnicos e segue em diálogo com governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, “com intuito de esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”.

A empresa acrescentou que “reitera seu apoio a medidas que busquem a previsibilidade do mercado nacional, visando minimizar impactos para o consumidor final e para os setores produtivos do país”.

Ex-BR Distribuidora

A Vibra é a empresa vencedora do processo de privatização da então subsidiária da Petrobras BR Distribuidora, iniciado em 2019 e concluído em 2021. Até 2029 a Vibra tem direito de usar a marca Petrobras em seus postos de revenda.

Os dados mais recentes da ANP mostram que a companhia lidera o mercado de óleo diesel no país com 21,24% de market share. Em seguida figuram a Ipiranga (17,72%) e a Raízen (17,34%).

Subvenção

O programa de subvenção foi lançado inicialmente em 12 de março, com a oferta de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel que vendessem o combustível abaixo do valor da tabela determinada pela ANP.

No último dia 6, o governo ampliou a subvenção, acrescentando R$ 1,20 por litro para a importação de diesel. No caso, estados dividiriam os custos da medida com a União. O benefício é válido inicialmente por dois meses e pode chegar a R$ 4 bilhões.

Foi anunciada também uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais.

Nos dois casos, as empresas deverão repassar a redução ao consumidor.

A ANP mantém atualizada uma tabela com o preço de referência do óleo diesel para monitorar o nível de preço do produto vendido pelos beneficiados com a subvenção.

Para importador, por exemplo, o preço de comercialização fica entre R$ 5,51 e R$ 5,75, dependendo da região do país.

A última atualização da ANP indica que nove empresas, entre importadores, revendedores e produtores, aderiram ao programa, entre elas a Petrobras e a Refinaria de Mataripe, na Bahia, segunda maior do país (fica atrás somente da Refinaria de Paulínia, em São Paulo, pertencente à Petrobras).

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Cooperação internacional

Brasil e EUA anunciam acordo de combate ao tráfico de armas e drogas

Por Redação - Em 10/04/2026 às 4:04 PM

Brasil E Eua Anunciam Acordo De Combate Ao Tráfico De Armas E Drogas Foto Agência Brasil

“Trata-se de um passo relevante que estamos dando após a conversa entre Lula e Trump, visando o combate ao crime organizado nos dois países”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan FOTO: Agência Brasil

Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação mútua visando o combate ao tráfico internacional de armas e drogas.

A parceria prevê, de maneira constante, por meio digital, o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

A parceria entre a Receita Federal brasileira e o U.S. Customs and Border Protection (CBP, a agência de fronteiras dos EUA) foi detalhada nesta sexta-feira (10), após reunião de autoridades dos dois países no Ministério da Fazenda.

Segundo o ministro Dario Durigan, ao facilitar esse “compartilhamento qualificado de informações” entre Brasil e EUA, os dois países terão melhores condições de executar, de forma articulada, ações não apenas no destino, mas também na origem das cargas ilícitas.

“Trata-se de um passo relevante que estamos dando após a conversa entre Lula e Trump, visando o combate ao crime organizado nos dois países”, disse o ministro, ao ressaltar que esse compartilhamento recíproco de informações será implementado nas aduanas dos dois países.

Drogas, armas ou peças de armas apreendidas em contêineres de navios ou em aeroportos possibilitarão aos investigadores identificar e trocar informações sobre os métodos cada vez mais sofisticados de ocultação de armas de fogo ou droga.

Raio-X

De acordo com o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, algumas tecnologias recentes com uso de raio-x em contêineres têm ajudado a aumentar a quantidade de apreensões de peças destinadas à montagem de armamentos.

O secretário acrescenta que, do lado brasileiro, todos os contêineres que saem são escaneados.

“Como é mais fácil identificarmos as armas por meio de raio-x, essas organizações criminosas transnacionais têm adotado a estratégia de enviar peças. Por isso as apreensões de peças têm aumentado”, disse o secretário.

A reunião com as autoridades dos EUA contou também com a participação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Segundo ele, mais de 1,1 mil armas e peças de armamentos foram apreendidos nos últimos 12 meses nas aduanas brasileiras.

“E, no primeiro trimestre de 2026, apreendemos mais de 1,5 mil toneladas de drogas vindas dos EUA”, acrescentou. De acordo com a PF, as drogas apreendidas foram basicamente sintéticas e haxixe.

Desarma

O acordo entre Brasil e EUA tem como uma das principais entregas o lançamento do Programa Desarma, que é o sistema informatizado da Receita Federal que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis.

Sempre que a aduana brasileira identifica produtos de origem americana relacionados a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis e vice-versa, essa ferramenta registra e organiza “dados estratégicos das apreensões”.

As informações registradas são itens como material, origem declarada, informações logísticas da carga e eventuais identificadores ou números de série, que permitem o rastreamento da origem desses produtos e o mapeamento de redes ilícitas de comércio internacional de armas.

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Negócios e esporte

Nubank fecha naming rights de estádio do Palmeiras em acordo acima de R$ 50 milhões por ano

Por Redação - Em 10/04/2026 às 3:57 PM

Nubank Fecha Naming Rights De Estádio Do Palmeiras Em Acordo Acima De R$ 50 Milhões Por Ano

Além do ganho de visibilidade, o banco aposta na ativação comercial do espaço. A estratégia inclui experiências exclusivas para clientes

O Nubank avançou em sua estratégia de posicionamento de marca ao assumir os naming rights do estádio do Palmeiras, em um movimento que reforça a crescente convergência entre o sistema financeiro digital e a indústria do entretenimento esportivo.

O acordo, firmado com a WTorre , administradora da arena, substitui a antiga parceria com a Allianz, vigente desde 2014, e deve garantir ao banco digital uma exposição contínua em um dos principais palcos de eventos do país. Embora os termos oficiais não tenham sido integralmente divulgados, estimativas de mercado indicam pagamentos anuais superiores a R$ 50 milhões, praticamente o dobro do contrato anterior.

A operação insere o Nubank em um seleto grupo de empresas que utilizam naming rights como ferramenta estratégica de branding. Diferentemente de patrocínios tradicionais, esse modelo oferece presença permanente na identidade do ativo — ampliando alcance em jogos, shows e transmissões — e gerando valor ao longo do tempo.

Além do ganho de visibilidade, o banco aposta na ativação comercial do espaço. A estratégia inclui experiências exclusivas para clientes, áreas dedicadas dentro do estádio e ações de engajamento direto com o público, como a participação dos torcedores na escolha do novo nome da arena.

Do ponto de vista econômico, o movimento reflete a valorização dos ativos esportivos no Brasil. O estádio do Palmeiras consolidou-se como um dos mais rentáveis do país, com agenda intensa de eventos e alta ocupação, o que amplia o retorno potencial para marcas interessadas em associar sua imagem ao espaço.

A transação também evidencia uma tendência mais ampla: empresas de tecnologia financeira têm ampliado investimentos em marketing de grande escala para acelerar reconhecimento de marca e fidelização de clientes. O Nubank já havia firmado parcerias com propriedades esportivas internacionais, indicando uma estratégia global de posicionamento.

Para o Palmeiras, embora não participe diretamente da negociação, o contrato tende a elevar receitas indiretas, já que o clube possui participação nos ganhos gerados pela exploração comercial da arena.

Na avaliação de analistas, o acordo simboliza uma nova fase do marketing esportivo no Brasil, em que ativos físicos, como estádios, passam a ser tratados como plataformas de negócios integradas. Nesse contexto, o naming rights deixa de ser apenas exposição de marca e se consolida como instrumento de geração de valor, relacionamento e monetização em larga escala.

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