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FMI revisa crescimento mundial para 2026 e alerta para perda de fôlego no ano seguinte

Por Redação - Em 19/01/2026 às 1:00 PM

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A instituição alerta que interferências políticas em órgãos econômicos independentes podem minar a confiança de investidores e agentes de mercado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ajustou para cima sua estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2026, projetando um crescimento de 3,3%, apoiado principalmente pela retomada de investimentos em tecnologia e pela adoção de inteligência artificial. Em 2027, porém, a perspectiva é de ligeira desaceleração, com o crescimento estimado em 3,2%.

A revisão faz parte da atualização trimestral do relatório de Perspectivas Econômicas Globais da instituição, que passa a refletir um cenário global relativamente mais resiliente do que o esperado no fim do ano passado. Antes, em outubro, o FMI havia previsto um crescimento menor para 2026.

Para o Fundo, a melhora nas projeções é sustentada por uma combinação de fatores: o avanço das economias desenvolvidas, o suporte de políticas fiscais e monetárias acomodativas e a robustez do setor privado em diversos países. Os investimentos ligados à tecnologia, especialmente os relacionados à inteligência artificial, desempenham papel crucial neste ajuste positivo.

Apesar da perspectiva mais otimista para o próximo ano, o FMI adverte sobre vários riscos que podem frear a economia mundial. Entre eles estão a persistência de tensões geopolíticas e comerciais, incertezas nos mercados financeiros, fragilidades nas cadeias de oferta e potenciais ajustes abruptos nas avaliações de ativos tecnológicos. Esses fatores podem reduzir o ritmo de crescimento caso se concretizem.

Além disso, a instituição tem chamado atenção para o impacto de interferências políticas sobre instituições econômicas independentes, que podem comprometer a confiança de investidores e agentes econômicos se mal gerenciadas.

No plano regional, também há sinais mistos: algumas economias emergentes continuam impulsionando o crescimento global, enquanto mercados avançados enfrentam desafios ligados ao envelhecimento populacional, menor dinamismo do consumo e ajustes de políticas. Estudos recentes destacam que grandes economias continuam resilientes, mas enfrentam um ambiente global fragmentado e volatilidade em vários setores.

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