Aviação global
Conflito no Oriente Médio paralisa aeroportos do Golfo e deixa milhares de passageiros retidos
Por Suzete Nocrato - Em 04/03/2026 às 11:24 AM

Além do caos no Golfo Pérsico, a guerra no Oriente Médio afeta milhares de pessoas na Europa, Ásia e Oceania. Foto:Reuters/BBC News Brasil
A escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeada após a operação militar conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, provocou uma forte turbulência no transporte aéreo internacional. Desde o início da ofensiva, milhares de passageiros permanecem retidos em países do Golfo Pérsico, depois que vários dos aeroportos mais importantes da região suspenderam suas operações.
Um dos principais terminais afetados foi o Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que cancelou 100% das operações no domingo (1/3). O restabelecimento dos voos começou apenas de forma gradual no dia seguinte. Considerado o maior hub de tráfego aéreo internacional do mundo, o aeroporto registra cerca de 1 mil voos por dia, segundo dados citados pela agência de notícias Reuters.
O impacto das interrupções foi particularmente severo no domingo, o primeiro dia completo após os ataques contra o Irã. De acordo com informações da agência AFP, companhias aéreas do Golfo — incluindo Etihad, Emirates e Qatar Airways — precisaram cancelar entre 30% e 41% de seus voos.
Já na terça-feira (3/3), o portal especializado Flightradar24, que monitora o tráfego aéreo global em tempo real, registrou uma mudança significativa nas rotas. Diversos voos que partiram dos Emirados Árabes Unidos passaram a seguir trajetos em direção ao sul, evitando completamente o Golfo Pérsico.
Segundo a Reuters, trata-se do transtorno mais grave no tráfego aéreo internacional desde o início da pandemia de coronavírus, em 2019.
Somente na terça-feira (3/3), o aeroporto de Dubai precisou cancelar 424 pousos e 413 decolagens, evidenciando a dimensão da crise no setor de aviação internacional.
Em Israel, as autoridades decidiram manter fechado até esta quarta-feira (4/3) o Aeroporto Ben Gurión, principal terminal aéreo de Tel Aviv. Quando as operações forem retomadas, o funcionamento será extremamente limitado, com apenas um voo de passageiros autorizado por hora.
Diante dessas restrições, grande parte do tráfego aéreo regional passou a ser redirecionada para o aeroporto de Riad, capital da Arábia Saudita, que registrou um aumento significativo no fluxo de passageiros.
Voos humanitários
A deterioração do cenário de segurança levou vários governos europeus a iniciar planos de evacuação de seus cidadãos que permanecem no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, afirmou que cerca de 400 mil cidadãos franceses foram afetados pela crise — incluindo residentes permanentes e pessoas com dupla nacionalidade. “Estamos preparando voos charter para beneficiar os mais vulneráveis”, declarou Barrot.
A Alemanha também anunciou, na segunda-feira (2/3), o envio de aeronaves para Arábia Saudita e Omã, com o objetivo de retirar aproximadamente 30 mil cidadãos alemães da região.
Os Estados Unidos, por sua vez, informaram que cerca de 9 mil americanos já retornaram ao país nos últimos dias, incluindo aproximadamente 300 que estavam em Israel. O governo americano também confirmou que o Departamento de Estado tem atuado ativamente para garantir novos voos humanitários.
Essas operações devem partir de países considerados mais seguros na região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.
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