diz Abicom
Petróleo volta a US$ 100 e defasagem do diesel da Petrobras chega a 7,2%
Por Redação - Em 13/03/2026 às 9:49 AM

Apesar da alta do petróleo no exterior, a Petrobras tem mantido os valores do diesel nas refinarias sem reajuste por longos períodos. A última alteração ocorreu em maio de 2025 FOTO: Freepik
A disparada do petróleo no mercado internacional voltou a pressionar os preços dos combustíveis no Brasil. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença entre o preço do diesel vendido pela Petrobras e o valor praticado no mercado externo chegou a 7,2%.
O movimento ocorre após o barril de petróleo ultrapassar novamente a marca de US$ 100, impulsionado pela escalada de tensões geopolíticas no Oriente Médio. Em alguns momentos recentes, a cotação chegou a superar US$ 119, antes de recuar para perto de US$ 100.
Segundo a Abicom, a defasagem indica que os preços internos estão abaixo da paridade internacional, referência usada para calcular quanto custaria importar o combustível. Quando essa diferença aumenta, importadores tendem a reduzir as compras, o que pode pressionar a oferta doméstica.
Apesar da alta do petróleo no exterior, a Petrobras tem mantido os valores do diesel nas refinarias sem reajuste por longos períodos. A última alteração ocorreu em maio de 2025, quando o preço foi reduzido em R$ 0,16 por litro, passando para R$ 3,27 nas refinarias.
Mesmo sem mudanças oficiais nos preços da estatal, os impactos da alta internacional já começam a aparecer no mercado. Parte do combustível consumido no país é importada, e essas operações acompanham diretamente a cotação global do petróleo, o que tende a pressionar os preços ao consumidor.
A escalada da commodity também ocorre em um momento sensível para a economia brasileira. O diesel é um insumo fundamental para transporte e para o agronegócio, responsável por cerca de 5% dos custos operacionais das fazendas, segundo estimativas do setor.
Com o petróleo ainda em patamar elevado e o mercado internacional volátil, analistas avaliam que a diferença entre os preços domésticos e externos pode continuar aumentando caso não haja reajustes nas refinarias.
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