ECONOMIA & PODER
Governo redesenha equipe econômica e sinaliza rumos fiscais de Lula até 2027
Por Suzete Nocrato - Em 18/03/2026 às 10:58 AM

Presidente Lula deve reformular equipe econômica até as eleições, em outubro. Foto: Ton Molina/Bloomberg
O governo federal prepara uma reconfiguração estratégica no núcleo da equipe econômica, em um movimento que antecipa o cenário eleitoral e busca oferecer previsibilidade ao mercado sobre os rumos da política fiscal. A poucos meses das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá promover mudanças na cúpula ministerial, redesenhando a condução da economia até 2027.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, se preparam para deixar seus cargos com o objetivo de disputar votos no estado de São Paulo, considerado peça-chave na estratégia de reeleição presidencial.
Segundo reportagem da Bloomberg News, o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, deverá assumir o comando da principal pasta econômica, de acordo com pessoas familiarizadas com os planos ouvidas pela. Já Bruno Moretti, secretário especial de análise governamental da Casa Civil, é apontado como o nome cotado para liderar o Ministério do Planejamento, conforme relataram outras duas fontes.
A articulação consolida nomes que já exercem influência relevante na formulação das diretrizes econômicas do governo.
Política fiscal
A nova configuração projeta uma dupla responsável por conduzir a política fiscal em um momento sensível, marcado pela necessidade de equilibrar responsabilidade orçamentária e pressões políticas por ampliação de gastos em ano eleitoral.
Durigan e Moretti deverão liderar a elaboração das diretrizes orçamentárias do próximo ano, com a missão de ancorar as expectativas fiscais e oferecer maior clareza sobre a estratégia econômica do governo.
Além do impacto imediato, a reformulação da equipe econômica também funciona como sinalização ao mercado sobre a abordagem que poderá ser adotada em um eventual novo mandato presidencial. A condução das contas públicas e o posicionamento frente a demandas políticas serão determinantes para calibrar a confiança de investidores, especialmente diante de um cenário eleitoral que pode colocar Lula frente ao senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
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