POLÍTICA & PODER
TSE julga federação União Brasil–PP e decisão pode redesenhar forças políticas no Ceará
Por Suzete Nocrato - Em 18/03/2026 às 12:43 PM

Em abril de 2025, os dois partidos lançaram a Federação. Foto: Agência Senado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o próximo dia 26 de março, às 10 horas, o julgamento do pedido de registro da federação entre União Brasil e Progressistas (PP), em um momento decisivo para o calendário eleitoral. A análise ocorre a poucos dias do prazo limite para que a aliança tenha validade já nas eleições de 2026, colocando em jogo o futuro de um dos maiores blocos da política nacional e seus desdobramentos regionais, especialmente no Ceará.
Sob relatoria da ministra Estela Aranha, o processo trata do registro formal da federação partidária e reúne tanto o pedido apresentado pela própria aliança quanto uma impugnação movida pela Unidade Popular (UP). O timing é determinante: pela legislação, federações precisam ser homologadas até seis meses antes do pleito para que possam participar da disputa. Assim, a decisão do TSE tende a destravar — ou inviabilizar — de forma definitiva a consolidação do bloco.
Caso seja validada, a chamada União Progressista deverá se tornar a maior força em número de parlamentares na Câmara dos Deputados, com mais de 100 integrantes, além de presença robusta no Senado, governos estaduais e prefeituras. Esse peso institucional confere à federação caráter estratégico nas articulações políticas, com potencial de influenciar diretamente a formação de alianças em diferentes estados, sobretudo no Ceará, onde o cenário é marcado por divergências internas.
O acordo político entre União Brasil e PP foi anunciado ainda em 2025, mas sua formalização enfrenta entraves desde então. A expectativa inicial de oficialização em agosto do ano passado não se concretizou, diante de questões jurídicas e disputas regionais.
Divisão na Federação
No Ceará, a possível federação escancara a divisão entre grupos com projetos distintos para 2026: de um lado, lideranças como Capitão Wagner e Roberto Cláudio defendem uma atuação de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT), com possibilidade de alinhamento a uma candidatura liderada por Ciro Gomes (PSDB).
Em sentido oposto, outra ala formada por integrantes do União Brasil e do PP atua pela manutenção da proximidade com o governo estadual. Nesse grupo estão nomes como a deputada federal Fernanda Pessoa, o deputado federal Moses Rodrigues e o prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa, além de lideranças do Progressistas como AJ Albuquerque e Zezinho Albuquerque, que já integram a base governista.
A definição é considerada crucial, já que, por regra, partidos em federação devem atuar de forma unificada por pelo menos quatro anos, o que amplia o impacto da decisão sobre o cenário eleitoral de 2026 e a reconfiguração do poder no estado.
Mais notícias
Novo Gaeco

![[set] Banners Dinheiro Na Mão 830x110px](https://www.portalin.com.br/wp-content/uploads/2026/01/set-banners-dinheiro-na-mao-830x110px.png)



























