Comércio global

EUA fixam tarifa de 25% sobre produtos com aço, alumínio e cobre e redesenham política industrial

Por Redação - Em 03/04/2026 às 12:00 PM

Produtos com mais de 15% de aço, alumínio ou cobre em peso passam a ser enquadrados diretamente na alíquota de 25%

Os Estados Unidos revisaram sua política tarifária para produtos importados que utilizam aço, alumínio e cobre, estabelecendo uma alíquota de 25% para bens acabados com presença relevante desses metais. A medida altera a forma de cobrança e amplia o alcance da tributação sobre cadeias industriais globais.

A principal mudança está na base de cálculo. A nova tarifa passa a incidir sobre o valor total do produto importado, e não apenas sobre o conteúdo metálico incorporado, como ocorria anteriormente.

O ajuste também redefine faixas de aplicação. Produtos com mais de 15% de aço, alumínio ou cobre em peso passam a ser enquadrados diretamente na alíquota de 25%, enquanto itens com participação inferior a esse limite deixam de ser tarifados nesse regime específico.

Apesar da redução da alíquota para produtos derivados — antes em patamar de 50% —, a mudança tende a ampliar o impacto efetivo sobre importadores, já que a cobrança agora considera o valor integral da mercadoria.

O governo norte-americano justifica a medida como parte de uma estratégia para simplificar o sistema tarifário e evitar distorções na declaração de valores de importação. Ao mesmo tempo, a política mantém o objetivo central de proteger a indústria doméstica de metais, considerada estratégica para a segurança econômica e nacional.

Em paralelo, o novo desenho inclui exceções e ajustes adicionais. Produtos fabricados no exterior, mas com insumos metálicos originários dos Estados Unidos ou do Reino Unido, podem ter tarifas reduzidas para 10%, enquanto determinados equipamentos industriais e de infraestrutura terão alíquota de 15% até 2027.

Na prática, a revisão mantém o viés protecionista da política comercial americana, mas com uma estrutura mais direta de cobrança. O efeito tende a se espalhar por cadeias produtivas intensivas em metal — de eletrodomésticos a equipamentos industriais —, com potencial de impacto sobre preços, margens e fluxos de comércio internacional.

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