Turismo internacional

Dólar mais barato estimula viagens e gastos de brasileiros no exterior avançam 34%

Por Redação - Em 26/05/2026 às 12:00 PM

No acumulado do primeiro trimestre, os gastos alcançaram US$ 6,04 bilhões, estabelecendo um novo recorde para o período

A valorização do real frente ao dólar tem incentivado os brasileiros a viajar mais para o exterior e ampliado os gastos fora do país. Dados do Banco Central mostram que as despesas internacionais seguem em trajetória de crescimento, impulsionadas pelo câmbio mais favorável e pelo aumento do poder de compra dos turistas.

Em março de 2026, os brasileiros desembolsaram cerca de US$ 2 bilhões em viagens internacionais, um crescimento de 34,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado representa o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica do Banco Central.

No acumulado do primeiro trimestre, os gastos alcançaram US$ 6,04 bilhões, estabelecendo um novo recorde para o período. O montante supera em 21,9% os US$ 4,96 bilhões registrados entre janeiro e março de 2025.

O avanço ocorre em um contexto de enfraquecimento da moeda norte-americana. Apesar de o dólar ter voltado a encerrar uma sessão acima de R$ 5 em abril, a divisa acumulava desvalorização de 8,85% frente ao real em 2026, reduzindo os custos de hospedagem, alimentação, transporte e compras realizadas no exterior.

A evolução dos gastos acompanha a recuperação do turismo internacional nos últimos anos. Após o impacto da pandemia, as despesas dos brasileiros em viagens ao exterior passaram de US$ 860,4 milhões no primeiro trimestre de 2021 para US$ 2,8 bilhões em 2022, US$ 3,8 bilhões em 2023, US$ 4,4 bilhões em 2024, US$ 5 bilhões em 2025 e, agora, US$ 6,04 bilhões em 2026.

Além do câmbio, o desempenho da economia brasileira também contribui para o aumento do consumo internacional. Mesmo em um cenário de desaceleração moderada, a atividade econômica segue sustentando a demanda por viagens e serviços turísticos fora do país.

O movimento beneficia companhias aéreas, operadoras de turismo e destinos internacionais que recebem turistas brasileiros, ao mesmo tempo em que amplia o déficit da conta de viagens do balanço de pagamentos brasileiro.

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