Governança Digital

Nunes Marques articula ofensiva do TSE contra desinformação e riscos digitais nas eleições

Por Julia Fernandes Fraga - Em 26/05/2026 às 12:03 AM

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Novos dirigentes estão focados em garantir segurança no uso da IA no pleito de 2026. Fotos: Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, iniciou na segunda-feira (25) uma articulação nacional para reforçar a segurança, a transparência e o controle do ambiente digital das eleições de 2026.

Na primeira reunião com presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) desde que assumiu o comando da Corte, no início do mês, o magistrado apresentou medidas voltadas ao combate à desinformação, ao uso indevido de inteligência artificial e ao fortalecimento da segurança cibernética da Justiça Eleitoral.

Entre as principais definições está a criação de uma comissão permanente para tratar do uso responsável de IA nas campanhas eleitorais e no âmbito da própria Justiça Eleitoral. O grupo deverá elaborar um catálogo nacional de soluções para ilícitos digitais e contará com apoio de universidades especializadas em perícia tecnológica. A previsão inicial é de que os trabalhos sejam concluídos em até 90 dias.

A iniciativa reforça a estratégia do TSE de antecipar riscos políticos e tecnológicos antes do início formal da corrida presidencial de 2026. Em março deste ano, a Corte já havia aprovado limitações para o uso de inteligência artificial nas campanhas, incluindo restrições a ferramentas capazes de influenciar a escolha dos eleitores por meio de algoritmos.

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Reunião com presidentes dos TREs reuniu 25 estados

Segurança digital e diálogo com partidos

Durante o encontro, Nunes Marques também determinou que todos os TREs criem, no prazo de 30 dias, unidades próprias de segurança da informação.

O presidente do TSE anunciou ainda uma rodada de reuniões com partidos políticos e plataformas digitais para discutir um plano de conformidade eleitoral voltado ao cumprimento das regras da campanha e à preservação do ambiente democrático.

O vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, também participou da reunião, que contou com representantes de 25 tribunais regionais eleitorais.

Fiscalização e transparência

No mesmo dia, o União Brasil realizou a primeira inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições de 2026. A atividade ocorreu na sede do TSE, em Brasília, dentro do Ciclo de Transparência Democrática promovido pela Justiça Eleitoral.

A inspeção permite que partidos e entidades fiscalizadoras acompanhem o funcionamento dos sistemas responsáveis pelas urnas eletrônicas e pelos programas de votação e apuração. Segundo o TSE, a iniciativa dá legitimidade ao processo eleitoral e reduz a disseminação de desinformação sobre o sistema eletrônico de votação.

As eleições gerais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro, em primeiro turno, e 25 de outubro, em eventual segundo turno.

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União Brasil foi o primeiro partido a inspecionar o código-fonte nesse ciclo eleitoral

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