Alívio no mercado
Cessar-fogo derruba preços do petróleo em até 19% e reduz tensão energética na Europa
Por Redação - Em 08/04/2026 às 8:56 AM

A trégua impacta diretamente o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial
A sinalização de um cessar-fogo no conflito envolvendo Irã e Estados Unidos provocou uma forte reação nos mercados globais de energia, com queda expressiva nos preços do petróleo e do gás natural na Europa. O movimento reflete a redução imediata do risco de interrupções no fornecimento em uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento mundial.
Após o anúncio do acordo temporário, os preços do petróleo registraram uma das maiores quedas recentes. O barril do tipo WTI recuou cerca de 19,4%, enquanto o Brent — referência internacional — caiu aproximadamente 16%, sendo negociado próximo de US$ 93.
No mercado de gás natural, a reação também foi significativa. O contrato europeu TTF, principal referência do continente, registrou queda próxima de 17%, chegando a cerca de €44 por megawatt-hora, refletindo o alívio nas expectativas de oferta.
A trégua impacta diretamente o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, cuja interrupção vinha pressionando os preços e elevando a volatilidade nos mercados energéticos.
Antes do acordo, o cenário era de forte escalada. O petróleo chegou a superar a marca de US$ 110 por barril, impulsionado por temores de escassez e ataques à infraestrutura energética, enquanto o gás natural acumulava altas superiores a 60% na Europa desde o início do conflito.
Com a perspectiva de normalização gradual do fluxo energético, investidores reagiram rapidamente, reduzindo prêmios de risco e reposicionando ativos. O alívio também se refletiu nas bolsas internacionais, que operaram em alta, sinalizando melhora nas expectativas econômicas globais.
Apesar da queda acentuada, analistas alertam que a volatilidade deve permanecer elevada. A reabertura total das rotas marítimas e a recomposição dos estoques ainda são incertas, o que pode limitar uma redução mais consistente nos preços no médio prazo.
O episódio reforça como fatores geopolíticos continuam determinantes para o comportamento das commodities energéticas, com impactos diretos sobre inflação, crescimento econômico e custos industriais, especialmente na Europa, altamente dependente de importações de energia.
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