CAUTELA

Construção mantém confiança em 92,6 pontos e monitora alta dos insumos

Por Redação - Em 26/05/2026 às 11:00 AM

Construção Civil Foto Freepik

Entre os principais desafios apontados pelas empresas estão o aumento dos custos de materiais de construção e a persistente dificuldade para contratação de mão de obra qualificada FOTO: Magnific

A confiança dos empresários da construção civil manteve-se praticamente inalterada em maio, refletindo um cenário de estabilidade acompanhado por sinais de cautela em relação aos próximos meses. O Índice de Confiança da Construção (ICST), apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), permaneceu em 92,6 pontos, repetindo o patamar registrado no mês anterior.

O resultado interrompe uma sequência recente de oscilações do indicador e sugere que o setor continua avaliando com prudência as condições de mercado. Apesar da estabilidade do índice geral, empresários ainda demonstram preocupação com fatores que podem afetar o ritmo das obras e a rentabilidade dos empreendimentos.

Entre os principais desafios apontados pelas empresas estão o aumento dos custos de materiais de construção e a persistente dificuldade para contratação de mão de obra qualificada. Segundo a coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, Ana Maria Castelo, esses fatores vêm pressionando a atividade e reduzindo parte do otimismo observado no início do ano.

Os dados da FGV mostram que o setor ainda opera em um nível de confiança inferior ao registrado no primeiro trimestre de 2026. Em março, por exemplo, o indicador havia alcançado 93,6 pontos, impulsionado por expectativas mais favoráveis em relação à demanda e aos investimentos.

A estabilidade observada em maio ocorre após um período de perda de fôlego da atividade. Nos últimos meses, o segmento passou a sentir os efeitos do encarecimento dos insumos e das incertezas econômicas, fatores que impactam tanto o planejamento das empresas quanto a execução de projetos de longo prazo.

Mesmo diante desse cenário, a construção civil continua sendo sustentada por projetos de infraestrutura, pelo mercado imobiliário e por programas habitacionais, que ajudam a preservar a carteira de contratos e a demanda do setor. Ainda assim, empresários seguem atentos à evolução dos custos e às condições de financiamento, considerados elementos decisivos para a retomada de uma trajetória mais consistente de crescimento.

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