Memória institucional
MPCE posiciona sua atuação na narrativa dos 300 anos de Fortaleza
Por Julia Fernandes Fraga - Em 09/04/2026 às 12:32 AM

Exposição “Fortaleza: a atuação do MP nos 300 anos da capital do Ceará” estreou na quarta-feira, 8. Foto: Secom MPCE
O tricentenário de Fortaleza tem provocado um movimento que vai além da celebração simbólica e alcança diferentes esferas institucionais. Em meio à programação que se estende ao longo do ano, órgãos públicos, entidades e lideranças têm acionado memória, projetos e iniciativas para reposicionar a cidade a partir de sua trajetória histórica e de seus desafios contemporâneos.
Nesse contexto, o Ministério Público do Ceará (MPCE) abriu, na quarta-feira (8), no Espaço Cultural da Procuradoria Geral de Justiça, a exposição “Fortaleza: a atuação do MP nos 300 anos da capital do Ceará”. A mostra integra o esforço de leitura institucional da cidade, conectando passado e presente a partir do papel do sistema de Justiça na garantia de direitos.
Evolução urbana e jurídica
A iniciativa articula a formação urbana de Fortaleza com a evolução das estruturas institucionais, destacando a atuação de promotores de Justiça desde o período colonial até os dias atuais. O percurso propõe uma visão contínua da cidade, em que o crescimento urbano, as transformações sociais e a consolidação de direitos caminham de forma interligada.
Com acervos do Instituto do Ceará, do Museu do Ceará e do Tribunal de Justiça do Estado (TJCE), além de peças do próprio MPCE, a exposição reúne registros históricos, processos e materiais que ajudam a compreender como diferentes instituições acompanharam — e, em muitos momentos, influenciaram — a construção de Fortaleza ao longo de três séculos.
Entre os destaques estão materiais arqueológicos encontrados durante a restauração do Farol do Mucuripe, documentos ligados à atuação do primeiro promotor de Justiça da Capital e a maquete da planta de Fortaleza, que permite visualizar a configuração urbana da cidade em seus estágios iniciais.
Memória e construção
Mais do que uma agenda cultural, a movimentação em torno dos 300 anos revela uma cidade que revisita sua história para projetar o futuro, com diferentes atores institucionais assumindo protagonismo na construção dessa narrativa. Nesse cenário, iniciativas como a do MPCE reforçam o papel das instituições na sustentação e na evolução do espaço urbano.
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