Mobilidade Aérea

Eve reduz prejuízo em 47% no segundo trimestre e mantém recursos para avançar com eVTOL até 2028

Por Redação - Em 05/08/2026 às 12:01 AM

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Ao final de junho, a Eve possuía US$ 403,3 milhões em caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer dedicada ao desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), reduziu significativamente seu prejuízo no segundo trimestre de 2026, refletindo o avanço do programa de desenvolvimento e maior controle sobre os custos operacionais.

Entre abril e junho, a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 34,2 milhões, uma redução de 47,1% em comparação com as perdas de US$ 64,7 milhões registradas no mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pela diminuição das despesas com pesquisa e desenvolvimento, que caíram de US$ 45,7 milhões para US$ 28,9 milhões.

A Eve ainda não gera receita operacional, já que concentra seus investimentos na fase de desenvolvimento, testes e certificação do eVTOL, considerado uma das principais apostas para o futuro da mobilidade aérea urbana. Segundo a empresa, os resultados financeiros continuam sendo influenciados pelos custos relacionados ao programa e às atividades desenvolvidas em parceria com a Embraer por meio do Master Service Agreement (MSA).

Outro indicador que apresentou melhora foi o consumo de caixa. No segundo trimestre, a companhia utilizou US$ 49,4 milhões, abaixo dos US$ 56,9 milhões registrados um ano antes, refletindo maior eficiência na gestão dos investimentos.

Ao final de junho, a Eve possuía US$ 403,3 milhões em caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras. Considerando ainda linhas de crédito disponíveis junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e recursos provenientes de uma subvenção, a liquidez total alcançou US$ 531,3 milhões.

De acordo com a empresa, esse volume de recursos é suficiente para sustentar as operações e financiar o desenvolvimento do programa até 2028, período considerado estratégico para a evolução do projeto.

As despesas administrativas e comerciais permaneceram praticamente estáveis, em US$ 8,3 milhões, enquanto o quadro de funcionários foi mantido em 185 colaboradores. A companhia informou ainda que os gastos com pessoal e serviços terceirizados recuaram cerca de 5% na comparação anual, resultado atribuído às sinergias operacionais obtidas com a Embraer, mesmo diante da valorização do real frente ao dólar no período.

Controlada pela Embraer, a Eve é uma das empresas mais avançadas no desenvolvimento de aeronaves elétricas para mobilidade urbana e segue direcionando seus recursos para cumprir o cronograma de certificação e entrada em operação comercial de seu eVTOL nos próximos anos.

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