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Governo avalia liberar até 20% do FGTS para reduzir endividamento das famílias

Por Redação - Em 13/04/2026 às 12:01 AM

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A iniciativa está inserida em um programa mais amplo que prevê renegociação de dívidas com descontos expressivos e juros reduzidos

O governo federal estuda permitir o saque de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento ou renegociação de dívidas. A medida integra um pacote mais amplo de crédito em elaboração, com foco na redução do endividamento das famílias brasileiras.

A proposta ainda está em fase de análise pela equipe econômica e pelo Ministério do Trabalho, sem formato final definido. A ideia é que o uso do FGTS seja opcional e limitado, de forma a preservar a sustentabilidade do fundo, tradicionalmente utilizado em políticas de habitação e infraestrutura.

Pelo desenho em discussão, trabalhadores poderiam utilizar uma parcela do saldo — estimada em até 20% — para quitar débitos mais caros, como cartão de crédito e crédito pessoal. O acesso deve ser restrito a faixas de renda mais baixas, possivelmente até cinco salários mínimos, grupo que concentra a maior parte da população ocupada no país.

A iniciativa está inserida em um programa mais amplo que prevê renegociação de dívidas com descontos expressivos e juros reduzidos, a partir de acordos com instituições financeiras. O governo também avalia oferecer garantias públicas para baratear o crédito e facilitar a substituição de dívidas caras por financiamentos mais sustentáveis.

Estimativas preliminares indicam que a medida pode movimentar bilhões de reais e alcançar dezenas de milhões de brasileiros. Em paralelo, outras ações em estudo envolvem a liberação de recursos retidos do FGTS e linhas específicas para trabalhadores informais e pequenos negócios.

O debate ocorre em um contexto de elevado comprometimento da renda das famílias. Dados recentes apontam que mais de 80% dos brasileiros possuem algum tipo de dívida, cenário que pressiona o consumo e limita a recuperação econômica.

Caso avance, a proposta deve marcar uma mudança relevante no uso do FGTS, ampliando sua função além das hipóteses tradicionais — como demissão sem justa causa e financiamento imobiliário — para atuar também como instrumento de reorganização financeira das famílias.

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