artes plásticas
Jacinta Cavalcante abre o ciclo de exposições do TCE-CE com “Onde moram as lembranças”
Por Marlyana Lima - Em 14/04/2026 às 8:17 PM

O trabalho da artista visual Jacinta Cavalcante abre o ciclo de exposições de 2026 do TCE-CE – Fotos: Divulgação
A artista visual Jacinta Cavalcante abre o ciclo de exposições de 2026 do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) com a mostra “Onde moram as lembranças”, que ocupa o Espaço Cultural da instituição a partir de 15 de abril, reunindo cerca de 30 obras que investigam a memória como construção simbólica e ativa.
Com curadoria de Andréa Dall’Olio, a exposição apresenta um conjunto que atravessa diferentes momentos da trajetória da artista, com pinturas, gravuras e esculturas em cerâmica, incluindo trabalhos inéditos. A proposta parte da compreensão da lembrança não como um gesto passivo, mas como um processo contínuo de elaboração, no qual o tempo se inscreve e se reorganiza.

A recorrência de formas humanas revela uma investigação consistente sobre o rosto como espaço de memória
Na produção de Jacinta Cavalcante, rostos, cabeças e personagens assumem protagonismo como territórios simbólicos, onde se acumulam experiências, afetos e camadas de identidade. A recorrência dessas formas revela uma investigação consistente sobre o rosto como espaço de memória, deslocando a representação figurativa para uma dimensão mais subjetiva e sensível.
A mostra reúne séries como Amar, Invisíveis, Todas as Pedras (Pedra Branca), Arte no Prato e Memórias de Infância, que exploram diferentes desdobramentos da pesquisa da artista. Entre os eixos centrais estão o afeto como elemento estruturante, o cotidiano como narrativa e a infância como ponto de origem das experiências.

O trabalho da artista plástica articula rigor técnico e linguagem poética
Segundo a curadora, o trabalho de Jacinta articula rigor técnico e linguagem poética, transformando o conhecimento da anatomia em expressão sensível. Nesse contexto, a exposição propõe uma leitura da arte como espaço de elaboração da experiência, no qual cada obra funciona como uma espécie de morada simbólica da memória.
A iniciativa integra o programa Educação pela Arte, desenvolvido pela Escola de Contas Instituto Plácido Castelo (IPC), em parceria com a administração do TCE-CE, reforçando o papel das instituições públicas na promoção da cultura e no acesso à produção artística.
Com entrada gratuita, a exposição amplia o diálogo entre arte e sociedade, posicionando o TCE Ceará como espaço de circulação cultural e reflexão sobre temas que atravessam a experiência humana, como tempo, identidade e permanência.
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