Corrida presidencial
Genial/Quaest revela redistribuição do eleitorado e acirra disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro
Por Redação In Poder - Em 15/04/2026 às 4:01 PM

Lula lidera no 1º turno, mas empata com Flávio no 2º. Foto: Montagem
O empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições de 2026 reflete uma mudança na composição do eleitorado, com avanço do parlamentar em grupos estratégicos e redução da vantagem do petista em bases tradicionais.
A leitura é do diretor da Quaest, Felipe Nunes, em análise da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).
Segundo ele, “pela primeira vez, Flávio aparece numericamente à frente do presidente Lula”, ainda que o cenário permaneça dentro da margem de erro.
No levantamento, Flávio Bolsonaro soma 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 40% de Lula. Em março, ambos apareciam com 41%. No primeiro turno, Lula lidera com 37%, seguido por Flávio, com 32%.
Mudança por segmentos
A pesquisa aponta alterações no comportamento eleitoral por gênero, faixa etária, renda e religião — indicadores que ajudam a explicar o novo equilíbrio na disputa.
Entre os homens, Flávio já apresenta vantagem, enquanto Lula passa a registrar perda gradual de apoio entre as mulheres — grupo que foi decisivo para sua vitória em 2022.
No recorte etário, o senador avança entre jovens de 16 a 34 anos, com 46% das intenções de voto, contra 38% do presidente. Entre eleitores de 35 a 59 anos, também há tendência de crescimento do nome do PL, enquanto Lula mantém vantagem apenas entre os eleitores com 60 anos ou mais.
Renda e classe média
O recorte por renda mostra um dos principais pontos de atenção do levantamento.
Lula segue com desempenho favorável entre eleitores com renda de até dois salários mínimos. No entanto, nas demais faixas, Flávio Bolsonaro aparece à frente.
Entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos, o senador registra 47%, contra 36% do presidente. Já entre os que ganham acima de cinco salários mínimos, Flávio também passa a liderar — cenário que, segundo a análise, contraria a expectativa do governo de maior impacto de medidas econômicas nesse segmento.
Religião e valores
Entre católicos, Lula ainda mantém liderança, mas com vantagem reduzida — de 54% a 30% anteriormente para 46% a 38% agora. Já entre evangélicos, Flávio Bolsonaro amplia presença. De acordo com Felipe Nunes, trata-se de um eleitorado mais conservador e orientado por valores, no qual o senador tem ganhado espaço.
Eleitores independentes
Para o diretor da Quaest, “o que chama atenção mesmo são os independentes, é neles que a gente tem que focar”. Segundo ele, o avanço de Flávio nesse grupo ajuda a explicar a mudança na dinâmica eleitoral. “Houve um número maior de independentes passando a acreditar que o Flávio é diferente da sua família”, apontou.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09285/2026.
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