Política técnica

Câmara de Fortaleza integra inteligência acadêmica da Unifor e avança na modernização da gestão

Por Julia Fernandes Fraga - Em 16/04/2026 às 1:53 PM

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A assinatura foi acompanhada por representantes de ambas as instituições. Fotos: Mateus Dantas/CMFor

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) deu mais um passo no seu processo de qualificação institucional ao firmar, na quarta-feira (15), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Universidade de Fortaleza (Unifor). Mais do que um ato formal, o movimento indica a incorporação de inteligência acadêmica como base para modernizar a gestão pública. 

Na prática, a parceria conecta a produção científica da universidade às demandas do Legislativo, abrindo espaço para soluções estruturadas a partir de dados, tecnologia e conhecimento aplicado. O modelo prevê o uso compartilhado de laboratórios, o desenvolvimento de pesquisas e a oferta de capacitação para servidores.

Para o presidente da Câmara, vereador Leo Couto (PSB), a iniciativa integra um movimento de fortalecimento institucional. “Estamos firmando mais uma parceria relevante para qualificar a atuação da Casa e avançar na construção de políticas públicas”, explicou.

De acordo com o reitor da Unifor, Prof. Dr. Randal Martins Pompeu, “o convênio permite que a universidade atue não apenas na formação, mas também com apoio técnico por meio do nosso Escritório de Práticas de Gestão e Inovação”.

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Leo Couto e Randal Pompeu conduzem o acordo

Reposicionamento institucional

Com caráter abrangente, o acordo funciona como instrumento de transformação da máquina pública. Cada área da Câmara poderá mapear demandas específicas — da saúde à gestão de pessoas — e estruturar projetos com base técnica e acompanhamento especializado.

Segundo a coordenadora da Escola do Parlamento, Luana Brasileiro, o ACT inaugura uma lógica contínua de troca de conhecimento. A proposta é utilizar a estrutura e a produção científica da universidade para desenvolver soluções alinhadas à agenda de inovação e eficiência da gestão pública.

O gesto também dialoga com um esforço recente de reorganização interna do Legislativo, que busca ampliar sua capacidade técnica e resposta às demandas da cidade.

Cidade como laboratório

Ao aproximar academia e poder público, Fortaleza passa a operar dentro de um modelo em que a gestão se ancora cada vez mais em evidências, tecnologia e qualificação técnica. A cidade deixa de ser apenas espaço de execução e assume, progressivamente, o papel de ambiente de experimentação de políticas mais eficientes.

Nesse contexto, o ACT ultrapassa o caráter administrativo e se insere em uma agenda maior de modernização do setor público — com impacto direto na qualidade dos serviços e na capacidade de entrega do poder público.

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