SETOR AQUECIDO
Imóveis: financiamentos com recursos da poupança saltam 56,9% e atingem R$ 18,5 bilhões em março
Por Redação - Em 26/04/2026 às 12:01 AM

Ao todo, foram financiados 54,6 mil imóveis em março, evidenciando a aceleração da atividade no mercado imobiliário
O crédito imobiliário com recursos da poupança no Brasil ganhou força em março de 2026 e atingiu R$ 18,5 bilhões, marcando um dos melhores desempenhos recentes do setor. O volume representa uma alta de 56,9% em relação a fevereiro e avanço de 53,9% na comparação com março de 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O resultado posiciona março como o quarto melhor mês da série histórica e reflete a retomada da demanda por financiamento habitacional, especialmente no segmento atendido pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que concentra operações voltadas a imóveis de maior valor. Ao todo, foram financiados 54,6 mil imóveis no período, evidenciando a aceleração da atividade no mercado imobiliário.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, os financiamentos somaram R$ 42,4 bilhões, crescimento de 11,9% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço indica recuperação gradual do setor após um início de ano mais moderado, impulsionado principalmente pela ampliação das concessões por grandes bancos, com destaque para a atuação da Caixa Econômica Federal.
Apesar do desempenho recente positivo, o indicador de longo prazo ainda mostra desaceleração. Nos últimos 12 meses até março, o crédito imobiliário com recursos da poupança totalizou R$ 160,8 bilhões, o que representa uma queda de 13,5% em relação ao período imediatamente anterior. O dado sinaliza que o setor ainda enfrenta ajustes estruturais, mesmo com a retomada pontual observada em 2026.
Além das operações com recursos da poupança, os financiamentos com recursos livres também apresentaram crescimento relevante. Em março, esse segmento movimentou R$ 2,01 bilhões, com alta de 47,7% frente a fevereiro e de 19,7% na comparação anual. No trimestre, o volume chegou a R$ 5,64 bilhões, avanço de 5,9% sobre igual período do ano passado.
Os números reforçam a expectativa de expansão do crédito imobiliário ao longo de 2026, sustentada pela melhora gradual das condições financeiras e pela demanda reprimida por habitação. Ainda assim, o comportamento desigual entre os recortes — crescimento no curto prazo e retração no acumulado anual — indica que o setor segue em transição, com recuperação em curso, mas ainda dependente de fatores como juros, funding e confiança do consumidor.
Mais notícias
mineração

![[set] Banners Dinheiro Na Mão 830x110px](https://www.portalin.com.br/wp-content/uploads/2026/01/set-banners-dinheiro-na-mao-830x110px.png)
























