AVIAÇÃO GLOBAL

Crise do combustível força cortes de voos na Europa e pressiona tarifas às vésperas da alta temporada

Por Redação - Em 04/05/2026 às 2:53 PM

Avião, Aviação, Aeronave Foto Freepik

Além da redução de oferta, companhias aéreas têm recorrido a sobretaxas de combustível, reajustes de bagagem e uso de aeronaves menores para preservar margens operacionais FOTO: Freepik

A escalada no preço do querosene de aviação já provoca uma reorganização ampla no transporte aéreo internacional, com companhias reduzindo rotas, cancelando milhares de voos e repassando custos aos passageiros. Desde o agravamento das tensões no Oriente Médio, o combustível de aviação mais que dobrou de preço, levando empresas a retirar cerca de 2 milhões de assentos da oferta global apenas em maio.

Na Europa, a Lufthansa anunciou o cancelamento de 20 mil voos até outubro, enquanto grupos como Air France-KLM, KLM e SAS ajustaram operações e cortaram frequências para conter despesas. Nos Estados Unidos, grandes empresas também reduziram capacidade e avaliam novos aumentos tarifários, ampliando o impacto sobre consumidores em um momento estratégico para viagens de verão no hemisfério norte.

Além da redução de oferta, companhias aéreas têm recorrido a sobretaxas de combustível, reajustes de bagagem e uso de aeronaves menores para preservar margens operacionais. A Comissão Europeia já alertou para risco de desabastecimento em aeroportos regionais e discute mecanismos para redistribuir combustível entre países do bloco, numa tentativa de evitar uma crise logística mais profunda.

O cenário adiciona nova pressão inflacionária ao setor de turismo e mobilidade global, elevando o custo de passagens justamente quando a demanda sazonal tende a crescer. Para passageiros e operadores, a combinação entre conflito geopolítico, energia cara e capacidade reduzida pode transformar 2026 em um dos anos mais desafiadores para a aviação comercial desde a pandemia.

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