2ª principal data
Dia das Mães deve injetar R$ 470 milhões na economia de Fortaleza; alta de 11,4%
Por Redação - Em 05/05/2026 às 11:37 AM

Os shopping centers concentram a maior fatia das compras, com 47,4%, seguidos por centros comerciais e comércio de rua
O Dia das Mães de 2026 deve consolidar Fortaleza como um dos mercados sazonais mais aquecidos do país fora do eixo natalino. Pesquisa da Fecomércio Ceará, por meio do IPDC, estima que a data movimente cerca de R$ 470 milhões na capital, avanço de 11,4% frente aos R$ 422 milhões registrados no ano passado — um salto de R$ 48 milhões em circulação no comércio local.
O desempenho mantém a celebração como a segunda principal data do calendário varejista de Fortaleza, atrás apenas do Natal, cuja projeção alcançou R$ 540 milhões, e à frente de eventos comerciais estratégicos como a Black Friday (R$ 426 milhões) e o Dia das Crianças (R$ 308 milhões). Na prática, o dado reforça o peso econômico da data não apenas pelo apelo emocional, mas por sua capacidade de ativar consumo em múltiplos segmentos.
Segundo o levantamento, 55,4% dos consumidores pretendem presentear neste ano, enquanto 33,6% não devem comprar e 11% ainda permanecem indecisos. Entre os compradores, 57,3% planejam adquirir um presente, 31,5% devem comprar dois itens e 11,2% três produtos, com ticket médio estimado em R$ 318 por presente — indicador que sugere expansão puxada por volume e estratégia promocional, mais do que por consumo de alto valor.
O perfil de compra evidencia um consumidor pragmático. Cerca de 68,5% pretendem gastar até R$ 200, enquanto promoções e descontos aparecem como principal gatilho de decisão para 63% dos entrevistados. Preço acessível influencia 48,4%, e qualidade, 33,6%, revelando um cenário em que sensibilidade econômica e busca por custo-benefício seguem determinantes.
Entre os segmentos mais beneficiados, perfumaria e cosméticos lideram com 35,6% da preferência, seguidos por vestuário e acessórios (33,2%), calçados (12,1%) e flores (9,3%). O recorte mostra predominância de categorias tradicionais, com forte apelo emocional e maior giro comercial.
Nos meios de pagamento, modalidades à vista ganham protagonismo: 55,8% devem utilizar PIX, dinheiro ou débito, enquanto 48,6% pretendem recorrer ao cartão de crédito, movimento que sinaliza avanço da digitalização sem eliminar o parcelamento como ferramenta de consumo.
Os shopping centers concentram a maior fatia das compras, com 47,4%, seguidos por centros comerciais (23,5%) e comércio de rua (22,2%). Já o e-commerce, com 13,6%, mantém relevância mais seletiva, indicando que, para a data, a experiência física ainda preserva vantagem competitiva em Fortaleza.
O impacto econômico, porém, vai além das vitrines. Com 57,3% dos consumidores planejando comemorações, o setor de serviços também entra na rota de expansão. Embora 68,9% celebrem em casa, restaurantes devem captar 19,6% da demanda, enquanto praias, clubes e espaços de lazer somam 6,3%.
Para o varejo premium e o setor de serviços, os números reforçam uma leitura estratégica: o Dia das Mães permanece como uma poderosa engrenagem de consumo, capaz de mobilizar comércio, gastronomia e experiências, ao mesmo tempo em que testa a capacidade de marcas e lojistas de equilibrar valor percebido, competitividade e conveniência em um consumidor cada vez mais racional.
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