INVESTIMENTOS
Ceará quer dobrar participação no PIB nacional com aposta em indústria verde e tecnologia
Por REDAÇÃO - Em 06/05/2026 às 11:20 AM

Representantes do Governo do Ceará e do setor produtivo discutiram estratégias para ampliar a participação do estado no PIB nacional — Foto: divulgação
O Ceará quer crescer acima da média nacional e ampliar sua participação na economia brasileira nos próximos anos. A estratégia passa por investimentos em indústria verde, inovação, logística e economia do conhecimento, com foco em elevar a participação do Ceará no PIB nacional dos atuais 2% para 4% até 2050.
As diretrizes foram apresentadas nesta terça-feira (5), durante seminário promovido pela Academia Cearense de Economia (ACE), na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), em Fortaleza. O encontro reuniu representantes do setor produtivo e integrantes do Governo do Estado para discutir os caminhos do desenvolvimento econômico cearense.
À frente da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), Fábio Feijó destacou que o objetivo vai além do crescimento numérico. Segundo ele, a proposta é construir um modelo sustentado por produtividade, inovação e inteligência econômica.
“Mais importante do que crescer o nosso PIB é realmente desenvolver, incorporar insumos e instrumentos que possam sustentar esse crescimento com inteligência e produtividade”, afirmou o secretário.
Pecém estratégico
Entre os principais vetores dessa transformação está o avanço dos investimentos no Complexo do Pecém, especialmente na expansão da Zona de Processamento de Exportação (ZPE). De acordo com Feijó, o segundo setor da ZPE já soma mais de R$ 200 bilhões em contratos firmados, impulsionados principalmente por projetos ligados ao hidrogênio verde e à instalação de grandes data centers.
O secretário também destacou a criação de uma nova rota aérea de cargas no Ceará, voltada inicialmente para atender à demanda logística dos centros de dados. A expectativa é que a operação abra espaço para ampliar exportações de outros setores da economia cearense, como agronegócio e indústria calçadista.
Para o presidente da Academia Cearense de Economia, Sérgio Melo, o estado vive uma oportunidade estratégica de crescimento. “O Ceará avançou muito, mas precisamos reconhecer o descompasso entre o nosso potencial e o que entregamos”, disse.
A meta do plano Ceará 2050 é fazer com que o estado alcance uma participação equivalente à sua representatividade populacional no país, consolidando um novo ciclo de desenvolvimento econômico baseado em tecnologia, energia limpa e maior competitividade industrial.
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