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Renda das famílias brasileiras bate recorde em 2025, mas Ceará segue entre os menores índices do País

Por REDAÇÃO - Em 08/05/2026 às 11:03 AM

Dinheiro, Moeda, Cédula De Real Foto Agência Brasil

Pesquisa do IBGE mostra avanço da renda no Brasil, mas evidencia desigualdade regional persistente — Foto: Agência Brasil

O rendimento médio mensal das famílias brasileiras alcançou o maior nível da série histórica em 2025, chegando a R$ 2.264 por pessoa, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (8) pelo IBGE. O valor representa crescimento real de 6,9% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação.

Apesar do avanço nacional, o Ceará aparece entre os estados com menor renda domiciliar do Brasil. O rendimento médio no estado ficou em R$ 1.379 por pessoa, superando apenas Acre e Maranhão no ranking nacional.

O levantamento mostra ainda que o Nordeste continua registrando os menores indicadores de renda do País, com média regional de R$ 1.470, abaixo da média brasileira.

Segundo o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, o crescimento da renda nacional foi impulsionado principalmente pelo mercado de trabalho. “O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho”, afirmou.

O estudo aponta que o Brasil atravessou um período de forte recuperação do emprego, aliado aos reajustes do salário mínimo e ao aumento do número de pessoas com algum tipo de rendimento.

Impacto dos programas sociais

Em 2025, cerca de 143 milhões de brasileiros receberam renda proveniente de trabalho, aposentadoria, pensão, programas sociais ou outras fontes, o equivalente a 67,2% da população. É o maior percentual já registrado pela pesquisa.

Outro dado relevante envolve a composição da renda no Nordeste. Enquanto no Brasil 75,1% do rendimento das famílias vêm do trabalho, na região esse percentual cai para 67,4%, ampliando a dependência de aposentadorias e programas sociais.

No Nordeste, os programas sociais representam 8,8% do orçamento familiar, maior percentual entre todas as regiões brasileiras. Já aposentadorias e pensões correspondem a 20,4% da renda domiciliar.

O levantamento também reforça o cenário de desigualdade no País. Segundo o IBGE, os 10% mais ricos da população tiveram rendimento médio 13,8 vezes maior que o dos 40% mais pobres em 2025.

Renda por região

  1. Sul (R$ 2.734)
  2. Centro-Oeste (R$ 2.712)
  3. Sudeste (R$ 2.669)
  4. Norte (R$ 1.558)
  5. Nordeste (R$ 1.470)

Renda por estado

  1. Distrito Federal (R$ 4.401)
  2. São Paulo (R$ 2.862)
  3. Rio Grande do Sul (R$ 2.772)
  4. Santa Catarina (R$ 2.752)
  5. Rio de Janeiro (R$ 2.732)
  6. Paraná (R$ 2.687)
  7. Mato Grosso (R$ 2.540)
  8. Mato Grosso do Sul (R$ 2.512)
  9. Espírito Santo (R$ 2.441)
  10. Goiás (R$ 2.331)
  11. Rondônia (R$ 2.318)
  12. Minas Gerais (R$ 2.259)
  13. Tocantins (R$ 2.243)
  14. Roraima (R$ 2.195)
  15. Amapá (R$ 2.165)
  16. Rio Grande do Norte (R$ 1.935)
  17. Sergipe (R$ 1.909)
  18. Amazonas (R$ 1.893)
  19. Pernambuco (R$ 1.882)
  20. Paraíba (R$ 1.815)
  21. Bahia (R$ 1.801)
  22. Pará (R$ 1.752)
  23. Piauí (R$ 1.714)
  24. Alagoas (R$ 1.697)
  25. Ceará (R$ 1.379)
  26. Acre (R$ 1.372)
  27. Maranhão (R$ 1.231)

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