SALÃO DO TURISMO
Turismo em áreas de conservação movimenta R$ 40,7 bilhões no Brasil
Por REDAÇÃO - Em 08/05/2026 às 11:55 AM

Turismo sustentável amplia impacto econômico e fortalece preservação ambiental em diferentes regiões do País — Foto: João Luiz/MTur
O turismo em Unidades de Conservação federais movimentou R$ 40,7 bilhões na economia brasileira em 2025, segundo estudo apresentado pelo ICMBio durante o 10º Salão do Turismo, realizado em Fortaleza. O levantamento aponta ainda que, a cada R$ 1 investido nas áreas protegidas, R$ 15,60 retornam para a economia do País.
A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do programa Natureza com as Pessoas, em parceria com o Ministério do Turismo, e reforça o crescimento do turismo de natureza como vetor econômico e ambiental no Brasil.
“Os números apresentados pelo ICMBio reforçam o potencial que o Brasil tem no turismo de natureza e mostram que nossas Unidades de Conservação são cada vez mais reconhecidas como destinos estratégicos para o país”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
O ministro destacou ainda o impacto social e ambiental gerado pelo segmento. “Existe algo muito importante além dos dados: cada visita também representa uma oportunidade de fortalecer a consciência ambiental, o sentimento de pertencimento e o cuidado com o nosso patrimônio natural”, completou.
Turismo sustentável
Segundo o ICMBio, o estudo ainda será publicado oficialmente e integra as ações do programa Natureza com as Pessoas, lançado durante o Salão do Turismo de 2024.
Para a socióloga e diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do instituto, Iara Vasco, o levantamento ajudou a ampliar a compreensão sobre o potencial econômico das atividades ligadas ao turismo sustentável.
“Desde então, começamos a compreender o Turismo de Base Comunitária nas reservas extrativistas como uma alternativa que vai além do manejo de recursos naturais, mas também como um potencial econômico, impulsionando uma cadeia produtiva da qual nós sequer tínhamos dimensão”, afirmou.
A pesquisa utilizou mais de 2 mil questionários aplicados em oito Unidades de Conservação federais. Segundo o pesquisador Thiago Beraldo, presidente do Grupo de Turismo em Áreas Protegidas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o estudo segue metodologia aplicada internacionalmente.
“Na análise econômica, avaliamos tudo o que o turista deixa na economia do município onde a Unidade está localizada”, explicou.
Realizado pela primeira vez no Nordeste, o Salão do Turismo transforma Fortaleza em vitrine nacional do setor até o próximo dia 9 de maio. O evento reúne representantes das 27 unidades da Federação e apresenta experiências ligadas à gastronomia, cultura, inovação e desenvolvimento sustentável.
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