Aviação

Embraer e Airbus disputam contrato bilionário da KLM para renovação de frota regional

Por REDAÇÃO - Em 08/05/2026 às 1:27 PM

Embraer Divulgacao

Embraer busca ampliar presença internacional com nova disputa estratégica no mercado europeu de aviação regional — Foto: divulgação

A brasileira Embraer e a europeia Airbus voltaram a disputar espaço no mercado global de aviação regional. Desta vez, a concorrência envolve um pedido de 25 aeronaves da KLM Cityhopper, subsidiária regional da companhia aérea holandesa KLM, que avalia a renovação de parte de sua frota até o fim de 2026.

Na disputa estão os modelos Embraer E2 e Airbus A220, aeronaves voltadas ao segmento regional e consideradas estratégicas para operações de curta e média distância na Europa.

Atualmente, a KLM Cityhopper opera exclusivamente com jatos da Embraer. A frota soma 61 aeronaves da fabricante brasileira, incluindo modelos E195-E2, E190 e E170. A companhia agora busca substituir as aeronaves mais antigas da família Embraer.

Segundo o diretor-geral da KLM Cityhopper, Maarten Koopmans, a decisão sobre a nova encomenda deve ocorrer até o final do próximo ano.

A Embraer aparece com vantagem histórica na operação da companhia aérea. Em outubro de 2025, a KLM Cityhopper recebeu sua 25ª unidade do E195-E2, fruto de contratos firmados anteriormente. A empresa ainda possui opção para adquirir mais 25 aeronaves do mesmo modelo.

Mesmo assim, a Airbus tenta avançar no segmento com o A220-100, aeronave considerada concorrente direta do E190-E2. O modelo europeu possui capacidade entre 100 e 120 passageiros, faixa semelhante à da aeronave da Embraer, que pode acomodar até 114 pessoas, dependendo da configuração.

A renovação da frota faz parte de uma estratégia de otimização operacional da KLM Cityhopper. No fim de 2025, a companhia iniciou alterações internas nos E195-E2 para ampliar a capacidade da classe econômica, reduzindo espaços de galley e reorganizando compartimentos de armazenamento.

A disputa reforça a concorrência crescente entre Embraer e Airbus no mercado de jatos regionais, considerado um dos segmentos mais estratégicos da aviação comercial nos próximos anos.

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