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Petrobras aprova a distribuição de R$ 9,03 bilhões em proventos

Por Redação - Em 12/05/2026 às 12:02 AM

Refinaria Lubnor Petrobras

A remuneração foi anunciada junto com o balanço financeiro do 1º trimestre de 2026, período em que a estatal registrou lucro líquido de R$ 32,66 bilhões

A Petrobras anunciou nessa segunda-feira (11) a distribuição de R$ 9,03 bilhões em proventos referentes ao desempenho do primeiro trimestre de 2026, reforçando sua posição entre as maiores pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira. O valor corresponde a R$ 0,70954522 por ação ordinária e preferencial, somando dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).

O pagamento será realizado em duas parcelas iguais, previstas para agosto e setembro de 2026. Terão direito aos proventos os acionistas com posição acionária na data de corte definida pela companhia, conforme comunicado ao mercado.

A remuneração foi anunciada junto com o balanço financeiro do 1º trimestre de 2026, período em que a estatal registrou lucro líquido de R$ 32,66 bilhões, resultado 7,2% inferior ao obtido em igual período de 2025, quando a companhia lucrou R$ 35,2 bilhões. Apesar da retração anual, o desempenho superou expectativas de mercado, que projetavam cerca de R$ 30 bilhões.

O Ebitda ajustado somou R$ 59,6 bilhões entre janeiro e março, com leve recuo de 2,4% na comparação anual. Já o fluxo de caixa livre ficou em R$ 20 bilhões, queda de 22,9% frente aos R$ 26 bilhões registrados um ano antes.

No trimestre, a companhia foi beneficiada pela valorização do petróleo no mercado internacional. O Brent teve preço médio de US$ 80,61 por barril, alta de 26,6% em relação ao quarto trimestre de 2025 e avanço de 6,5% sobre o mesmo período do ano anterior.

A distribuição bilionária ocorre dentro da política de remuneração da estatal, que prevê repasse mínimo de 45% do fluxo de caixa livre aos acionistas quando a dívida bruta permanece abaixo do limite estratégico definido pela empresa. Com isso, a Petrobras mantém protagonismo no mercado de renda passiva, mesmo em um cenário de maior volatilidade global para petróleo e energia.

Os números reforçam a capacidade da petroleira de sustentar geração robusta de caixa e retorno aos investidores, ainda que sob pressão de oscilações internacionais no preço do petróleo e de sua estratégia de investimentos de longo prazo.

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