Biênio 2026-2028
Nova presidência do TSE coloca combate à desinformação no centro da gestão
Por Julia Fernandes Fraga - Em 13/05/2026 às 11:21 AM

Os dois ministros indicados por Jair Bolsonaro ocupam juntos a gestão. Foto: Luiz Roberto/TSE
O ministro Nunes Marques tomou posse, na terça-feira (12), como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assumindo o comando da Corte responsável por conduzir as eleições gerais de 2026 em um ambiente marcado por pressão institucional, avanço da inteligência artificial e disputa crescente em torno da confiança no processo eleitoral brasileiro.
Em discurso de posse, Nunes Marques afirmou que a prioridade da nova gestão será assegurar que o pleito transcorra “dentro da normalidade democrática, do respeito às instituições e da confiança coletiva no voto livre”.
“Que jamais percamos de vista uma verdade essencial: o destino da democracia brasileira continuará a ser escrito pela vontade livre e soberana do povo brasileiro”, declarou o ministro.
A solenidade marcou também a posse do ministro André Mendonça como vice-presidente da Corte. A cerimônia foi conduzida pela ministra Cármen Lúcia, que deixa a Presidência do TSE após um ano e 11 meses de gestão.
Desafio eleitoral de 2026
Ao assumir o comando da Justiça Eleitoral, Nunes Marques colocou no centro do debate os desafios que devem marcar as eleições de 2026, especialmente o avanço da desinformação digital e o uso de ferramentas de inteligência artificial nas campanhas.
Segundo o novo presidente do TSE, o ambiente tecnológico amplia o acesso ao debate público, mas também exige novas responsabilidades institucionais.
“Devemos estar atentos às novas tecnologias, que, quando mal utilizadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático”, ressaltou, ao citar o “perigo potencial” do uso desordenado da inteligência artificial.
O ministro também reforçou a defesa do sistema eletrônico de votação e reiterou a segurança das urnas eletrônicas, classificadas por ele como um “patrimônio institucional” da democracia brasileira.
Segurança jurídica e confiança institucional
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, destacou que a nova gestão terá como missão garantir organização administrativa e segurança jurídica para o processo eleitoral de 2026.
Ferreira também ressaltou o legado da gestão de Cármen Lúcia, sobretudo no enfrentamento às fake news e na regulamentação do uso de inteligência artificial nas eleições.
“Que o TSE continue a ser o farol da democracia brasileira nos tempos desafiadores que se avizinham”, advertiu.
Cerimônia reuniu cúpula dos Poderes
A sessão solene reuniu representantes dos Três Poderes e autoridades do meio jurídico e político em Brasília. Estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin; os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB); além do ex-presidente José Sarney.
Também participaram ministros do STF, integrantes das Forças Armadas, representantes da OAB, parlamentares, diplomatas e autoridades do sistema de Justiça.
Ao se despedir da Presidência do TSE pela segunda vez, Cármen Lúcia voltou a defender a presença feminina nos espaços de poder e reafirmou seu compromisso com a democracia e a Justiça Eleitoral. “Continuarei sempre ao lado da Justiça Eleitoral”, declarou a ministra.
Confira a cobertura completa:
Mais notícias
AVIAÇÃO

![[set] Banners Dinheiro Na Mão 830x110px](https://www.portalin.com.br/wp-content/uploads/2026/01/set-banners-dinheiro-na-mao-830x110px.png)
























