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China promete comprar US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos EUA até 2028
Por REDAÇÃO - Em 18/05/2026 às 11:34 AM

Presidentes Donald Trump e Xi Jinping avançam em novo acordo comercial voltado ao agronegócio entre EUA e China — Foto: reprodução/Truh Social/Donald Trump
A China assumiu o compromisso de comprar pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos por ano entre 2026 e 2028, em mais um movimento de aproximação comercial entre as duas maiores economias do mundo. O acordo foi confirmado pela Casa Branca após reuniões entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping e sinaliza uma tentativa de retomada do fluxo comercial afetado pela guerra tarifária dos últimos anos.
O novo compromisso chinês envolve a aquisição anual de produtos agrícolas americanos e faz parte de uma estratégia mais ampla de reorganização das relações comerciais entre Washington e Pequim. Segundo comunicado divulgado pela Casa Branca, o montante não inclui os acordos específicos de compra de soja firmados pela China em outubro de 2025.
A movimentação ocorre após uma forte retração nas exportações agrícolas dos EUA para o mercado chinês. Dados do Departamento de Agricultura americano apontam que o comércio do setor caiu 65,7% em 2025, totalizando US$ 8,4 bilhões, reflexo direto da escalada tarifária registrada no ano anterior.
Além da retomada das compras, os dois países também anunciaram a criação de um Conselho de Comércio EUA-China e de um Conselho de Investimento EUA-China, estruturas voltadas para ampliar o acesso ao mercado agrícola e destravar negociações bilaterais.
Em comunicado divulgado na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que os novos mecanismos devem ampliar o comércio “sob uma estrutura recíproca de redução de tarifas”.
Apesar do novo compromisso, a China reduziu significativamente sua dependência do agronegócio americano nos últimos anos. Em 2024, cerca de 20% da soja importada pelo país asiático veio dos EUA, percentual bem abaixo dos 41% registrados em 2016, antes do início das tensões comerciais entre os dois países.
O novo acordo também reforça a disputa global por mercados agrícolas estratégicos e pode gerar reflexos indiretos para países exportadores como o Brasil, especialmente no segmento de commodities agrícolas, onde chineses e americanos disputam espaço de fornecimento.
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