Aviação

Ryanair registra lucro recorde de € 2,26 bilhões impulsionada por alta nas tarifas e no fluxo de passageiros

Por REDAÇÃO - Em 19/05/2026 às 11:12 AM

Ryanair 737

Ryanair ampliou receitas e consolidou liderança entre as aéreas low-cost da Europa — Foto: arquivo/Portal IN

A companhia aérea irlandesa Ryanair encerrou o último ano fiscal com lucro líquido recorde de € 2,26 bilhões, resultado 40% superior ao registrado no período anterior. O desempenho histórico foi impulsionado pelo crescimento no tráfego de passageiros, alta nas tarifas e uma estratégia focada em eficiência operacional e redução de custos.

No balanço encerrado em 31 de março, a maior companhia aérea low-cost da Europa reportou faturamento de € 15,54 bilhões, avanço de 11% na comparação anual. Ao longo dos últimos 12 meses, a empresa transportou 208,4 milhões de passageiros, número 4% maior que o registrado no exercício anterior.

A recuperação das tarifas aéreas também contribuiu para o resultado positivo. Segundo a companhia, houve aumento médio de 10% nos preços das passagens, revertendo a queda de 7% observada no ano fiscal anterior. A receita por passageiro avançou 7%.

O CEO Michael O’Leary destacou o peso crescente das chamadas receitas auxiliares, que incluem serviços como embarque prioritário, venda de alimentos e escolha de assentos. Essa divisão gerou € 4,99 bilhões e já representa cerca de 25% do faturamento total da companhia. “Nosso modelo de baixo custo continua altamente resiliente, mesmo em um ambiente econômico mais desafiador”, afirmou a empresa ao comentar os resultados.

Apesar da expansão do lucro, os custos operacionais da Ryanair cresceram 6%, totalizando € 13,09 bilhões antes de itens extraordinários. A companhia informou ainda que o resultado divulgado desconsidera uma provisão de € 85 milhões relacionada a uma multa aplicada pelas autoridades antitruste da Itália, atualmente em fase de recurso.

Outro ponto de atenção no balanço foi a redução das compensações pagas pela Boeing devido aos atrasos na entrega de 210 aeronaves do modelo B737-8200, fator que pressionou a linha de outras receitas da companhia.

No cenário internacional, a Ryanair reconheceu os riscos provocados pela guerra no Oriente Médio e pelas incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento global de combustível. Para reduzir impactos financeiros, a empresa adotou uma política conservadora de hedge, protegendo parte relevante dos custos com combustível.

Para o próximo ano fiscal, a companhia projeta crescimento adicional de 4% no número de passageiros, alcançando a marca de 216 milhões de usuários. Ainda assim, alertou para o avanço das taxas ambientais na União Europeia, que podem adicionar cerca de € 300 milhões em custos extras ao setor aéreo europeu.

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