Aliança formalizada

União Progressista no Ceará oficializa comando de Capitão Wagner e Roberto Cláudio

Por Julia Fernandes Fraga - Em 27/05/2026 às 8:45 PM

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A Justiça Eleitoral emitiu relatório final nesta quarta-feira, 27. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A oposição ao governo estadual deu, nesta quarta-feira (27), um passo decisivo na organização do seu projeto para as eleições de 2026 no Ceará. A Justiça Eleitoral oficializou a composição estadual da Federação União Progressista – formada por União Brasil e Progressistas – confirmando o ex-deputado federal Capitão Wagner na presidência do bloco no Estado.

O arranjo consolida Wagner como principal articulador político da federação no Ceará em um momento de intensificação das movimentações em torno da pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Palácio da Abolição. O ex-prefeito Roberto Cláudio foi confirmado na vice-presidência da estrutura, ampliando o peso político do núcleo oposicionista.

Núcleo definido

A composição confirmada reúne como membros titulares a deputada federal Dayany Bittencourt – esposa de Wagner; o deputado federal Mauro Benevides Filho; o vereador Soldado Noélio; Prisco Bezerra e Renata Vasconcelos.  

Nos bastidores, a oficialização também funciona como resposta às especulações sobre eventual desconforto da direção nacional da federação com o posicionamento adotado no Ceará, especialmente após discussões envolvendo os rumos eleitorais de Wagner e Roberto Cláudio em 2026.

“Pela composição, fica muito claro com quem a federação vai ficar na eleição. Todos os membros são ligados a mim. É uma composição exclusivamente da oposição”, declarou o capitão.

Por outro lado, circula a informação de que o entendimento geral será de liberação dos parlamentares membros da federação para apoiar os candidatos que desejarem. No Ceará, a medida já se mostra em uso, com os deputados federais AJ Albuquerque (PP) e Moses Rodrigues (União) demonstrando aproximação com o bloco governista.

Estrutura até 2029

Com vigência prevista até 2029, a União Progressista tende a ocupar papel estratégico na montagem do palanque oposicionista para as eleições estaduais de outubro. A oficialização também reposiciona Capitão Wagner no xadrez interno do grupo ao consolidá-lo como principal operador político da federação no Estado.

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