Estratégia eleitoral

Lula fecha palanque em São Paulo com chapa Haddad-França e Marina-Tebet

Por Julia Fernandes Fraga - Em 25/06/2026 às 3:55 PM

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Pré-candidatos estiveram com Lula e Geraldo Alckmin para definir posições. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O pré-candidato do PT ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, oficializou nesta quinta-feira (25) a composição de sua chapa para as eleições de outubro. O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) será candidato a vice-governador, enquanto as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) disputarão as duas vagas ao Senado.

A definição encerra semanas de negociações entre os aliados e consolida o principal palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no maior colégio eleitoral do país.

A decisão foi tomada após reunião realizada na noite de quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, em Brasília, com Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Segundo Haddad, Márcio França, Marina Silva e Simone Tebet colocaram seus nomes à disposição para compor a chapa, cabendo a ele a decisão final sobre a distribuição das vagas.

Experiência política e composição da chapa

Ao justificar a escolha de Márcio França para a vice, Haddad destacou a experiência do aliado como ex-prefeito de São Vicente, ex-vice-governador, ex-governador de São Paulo e ex-ministro do governo Lula.

Segundo o petista, França poderá ampliar a interlocução da campanha com prefeitos e diferentes segmentos da sociedade, além de fortalecer a presença da chapa no interior paulista.

Haddad também afirmou que a composição preserva o equilíbrio político da aliança, destacando a presença de Marina Silva e Simone Tebet como candidatas ao Senado.

Fim do impasse na base governista

A oficialização da chapa encerra um dos principais impasses da pré-campanha paulista. França, Marina e Tebet disputavam espaço tanto para a vaga de vice quanto para as duas candidaturas ao Senado. Nas últimas semanas, setores do PSB chegaram a defender uma candidatura própria de França ao Governo de São Paulo, hipótese rejeitada pelo PT.

Nos bastidores, prevaleceu a avaliação de que uma candidatura independente do ex-governador dividiria o eleitorado do campo governista e dificultaria a estratégia de enfrentar diretamente o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. Com a saída de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes tornou-se ainda mais concentrada entre os dois principais polos políticos.

Agenda da campanha

Durante o anúncio, Haddad afirmou que a segurança pública será um dos principais eixos de sua campanha e prometeu apresentar um plano específico para a área. Ele defende que a experiência administrativa de Márcio França contribuirá para a formulação das propostas voltadas ao enfrentamento da violência no estado.

Agora, com os principais nomes definidos, a pré-campanha governista tende a ganhar ritmo. Encerrada a fase de composição da aliança, o foco passa a ser a inserção de Haddad no interior paulista, a consolidação do discurso da campanha e o enfrentamento direto ao governador Tarcísio de Freitas em uma das disputas estaduais mais relevantes das eleições de 2026.

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