MERCADO FINANCEIRO

Wall Street aposta em superciclo da IA para impulsionar investimentos e negócios bilionários

Por Redação - Em 20/07/2026 às 12:01 AM

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O Morgan Stanley estima que os investimentos globais em data centers deverão alcançar cerca de US$ 850 bilhões em 2026

Os maiores bancos de Wall Street avaliam que a expansão da inteligência artificial ainda está em seus primeiros estágios e deverá sustentar um ciclo de investimentos de longo prazo, impulsionando operações bilionárias de captação de recursos, fusões, aquisições e financiamentos corporativos. A avaliação foi apresentada por executivos de instituições como Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup, Bank of America e JPMorgan Chase durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre.

A construção da infraestrutura necessária para a inteligência artificial vem ampliando a demanda por serviços financeiros. Bancos de investimento têm participado de grandes operações ligadas ao setor, como a oferta de ADRs da SK Hynix, de US$ 26,5 bilhões, a abertura de capital da SpaceX, avaliada em US$ 86 bilhões, além de emissões de títulos de dívida para financiar projetos de tecnologia.

Para o presidente-executivo do Goldman Sachs, David Solomon, o mercado vive um “superciclo” de investimentos em IA, com forte necessidade de capital para financiar infraestrutura tecnológica. Segundo o executivo, esse movimento deverá continuar elevando a atividade nos mercados de capitais por vários anos.

As projeções do Morgan Stanley reforçam essa perspectiva. O banco estima que os investimentos globais em data centers deverão alcançar cerca de US$ 850 bilhões em 2026, acima da previsão de US$ 575 bilhões feita no fim de 2025. Para 2027, a expectativa foi revisada de US$ 700 bilhões para US$ 1,3 trilhão, enquanto, em 2028, os aportes poderão atingir US$ 1,5 trilhão. No horizonte de longo prazo, a instituição calcula que os investimentos relacionados à inteligência artificial poderão chegar a US$ 10 trilhões.

O Bank of America também vê a IA como um dos principais motores da economia. Segundo o banco, desde 2025 foram levantados quase US$ 500 bilhões para empresas ligadas ao setor, incluindo operações de dívida e mercado de capitais. Recentemente, a instituição concedeu ainda sua primeira linha de crédito à OpenAI, no valor de US$ 520 milhões.

No Citigroup, a presidente-executiva Jane Fraser afirmou que os investimentos em inteligência artificial passaram a dominar as conversas com clientes, impulsionando projetos em tecnologia, centros de dados, energia e defesa. Já o JPMorgan Chase observa que o avanço da IA tem estimulado a demanda por crédito não apenas entre empresas de tecnologia, mas também em segmentos indiretamente beneficiados pela construção da infraestrutura necessária para o setor.

Apesar do otimismo dos bancos, o mercado mantém atenção aos riscos. Em julho, ações de fabricantes de chips registraram forte volatilidade diante de questionamentos sobre o ritmo de expansão dos investimentos em inteligência artificial e das elevadas avaliações das empresas do setor. Ainda assim, os executivos de Wall Street avaliam que a transformação provocada pela IA continuará sendo um dos principais vetores de crescimento dos mercados financeiros e da economia global nos próximos anos.

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