Finanças Globais

Revolut alcança valuation de US$ 115 bilhões e amplia vantagem sobre o Nubank

Por Redação - Em 22/07/2026 às 4:30 PM

Revolut

A Revolut lidera em volume de depósitos e opera com licença bancária em aproximadamente 30 países

A fintech britânica Revolut iniciou uma nova oferta secundária de ações para funcionários que avalia a empresa em US$ 115 bilhões, consolidando-a como a fintech mais valiosa da Europa e ampliando a diferença em relação ao Nubank, atualmente avaliado em cerca de US$ 67,5 bilhões no mercado. O novo valuation representa um avanço de 53% sobre a última negociação privada realizada em 2025, quando a companhia foi precificada em US$ 75 bilhões.

A operação não envolve a emissão de novas ações. Trata-se de uma venda secundária que permite a funcionários e investidores atuais negociarem suas participações, refletindo o forte interesse de novos aportes privados na companhia. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Nik Storonsky afirmou que o momento vivido pela empresa tem atraído elevada demanda de investidores.

Apesar das frequentes comparações entre Revolut e Nubank, analistas destacam que as duas instituições seguem modelos de negócios diferentes. Enquanto o Nubank concentra sua estratégia em crédito e na expansão da América Latina, a Revolut aposta em uma atuação global, com serviços financeiros distribuídos em dezenas de mercados e menor intensidade no uso de capital.

Os números ilustram essa diferença. Embora o Nubank tenha encerrado 2025 com uma base de clientes superior, a Revolut lidera em volume de depósitos e opera com licença bancária em aproximadamente 30 países. A fintech britânica também acelera sua expansão na América Latina, onde já iniciou operações bancárias no México e intensifica sua presença no Brasil, mercado considerado estratégico para seus próximos ciclos de crescimento.

Para o mercado financeiro, a nova avaliação reforça a confiança dos investidores na capacidade da Revolut de ampliar receitas e consolidar sua presença internacional. Ao mesmo tempo, o movimento amplia a disputa entre duas das maiores plataformas digitais de serviços financeiros do mundo, que seguem trajetórias distintas, mas competem pela liderança da nova geração do sistema bancário global.

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