Indústria Farmacêutica
Mounjaro alcança 3 milhões de usuários e movimenta R$ 13,5 bilhões no primeiro ano no Brasil
Por Redação - Em 06/08/2026 às 9:00 AM

Para atender ao crescimento da demanda, a Eli Lilly informou que ampliou a produção mundial e redirecionou volumes adicionais ao Brasil
O Mounjaro consolidou sua posição como um dos maiores sucessos recentes da indústria farmacêutica no Brasil. Em apenas um ano desde o lançamento, o medicamento da Eli Lilly atingiu cerca de 3 milhões de usuários e acumulou R$ 13,54 bilhões em vendas, desempenho que superou as projeções iniciais da companhia e transformou o país em um dos mercados mais relevantes da farmacêutica no mundo.
O resultado levou a subsidiária brasileira da Eli Lilly a integrar o grupo das dez maiores operações globais da empresa, com expectativa de avançar para o top 5 nos próximos anos. Segundo a companhia, a procura pelo medicamento foi significativamente superior ao esperado logo após sua chegada às farmácias, em maio de 2025, exigindo uma reorganização da cadeia global de produção para ampliar o abastecimento do mercado brasileiro.
Atualmente, todas as apresentações do Mounjaro, com dosagens entre 2,5 mg e 15 mg, estão disponíveis no país. Para atender ao crescimento da demanda, a Eli Lilly informou que ampliou a produção mundial e redirecionou volumes adicionais ao Brasil, mantendo suas fábricas operando continuamente.
O desempenho acompanha a rápida expansão do mercado de medicamentos para obesidade e diabetes. Dados citados pela empresa mostram que as chamadas “canetas emagrecedoras” já estão presentes em 4,6% dos lares brasileiros. O segmento movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões em 2025 e poderá alcançar R$ 50 bilhões até o fim da década, impulsionado pela ampliação da oferta de tratamentos e pelo aumento da procura.
A relevância do mercado brasileiro também se reflete nos resultados da matriz. Globalmente, a Eli Lilly registrou receitas de US$ 19,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 43% na comparação anual. No primeiro trimestre de 2026, o faturamento subiu para US$ 19,8 bilhões, avanço de 56%, impulsionado principalmente pelos medicamentos voltados ao tratamento da obesidade e do diabetes.
O avanço do Mounjaro ocorre em um ambiente de concorrência crescente. A entrada de medicamentos baseados em semaglutida após o vencimento da patente no Brasil deve ampliar a disputa no segmento. Estimativas do mercado indicam que os novos concorrentes poderão adicionar cerca de R$ 3,6 bilhões ao setor ainda em 2026, elevando o mercado brasileiro para aproximadamente R$ 15,6 bilhões.
Apesar do cenário competitivo, a Eli Lilly afirma que continuará apostando na inovação como principal estratégia de crescimento. A empresa destaca que o Mounjaro utiliza um mecanismo de ação duplo, atuando simultaneamente sobre os receptores GIP e GLP-1, diferencial que, segundo a companhia, sustenta sua posição de liderança enquanto novos medicamentos chegam ao mercado
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